Pesquisa revela que pessoas não têm mais tempo para beijar
Redação DM
Publicado em 7 de julho de 2016 às 02:40 | Atualizado há 10 anosDe acordo com 39% dos entrevistados, trabalho impede que casais se entreguem aos deliciosos beijinhos
Ontem, 6, foi o Dia Mundial do Beijo. Pois bem. Você beijou alguém? Uma pesquisa revelou que estamos cada vez com menos tempo para beijar. O estudo teve a participação de mais de quatro mil italianos de idades entre 18 e 65 anos. Eis os números: cerca de 72% deles acredita que beijar ajuda a viver melhor. Para 20%, se trata de um gesto positivo, mas não essencial. Dos entrevistados, 8% questionam sua importância.
Os italianos dizem que não têm mais tempo para beijar. De acordo com 39% deles, o trabalho impede o aumento de beijinhos. As redes sociais também são culpadas: 26% acreditam que beijam menos pois passam mais tempo no mundo virtual. Outra desculpa é a simples falta de tempo, motivo apontado por 20%.
ESTUDOS
O beijo é um dos temas mais pesquisados no segmento de comportamento sexual e de casais. A maioria das sondagens tenta compreender como ele interfere na sociabilidade e provoca reações químicas no organismo. Uma pesquisa britânica procurou entender o motivo dos seres humanos beijarem. Conforme o estudo, os beijos servem como teste para a escolha dos futuros parceiros. Seria como uma amostra grátis do afeto para que o parceiro avalie seu comportamento.
Para o grupo de pesquisa de Oxford, no Reino Unido, os seres humanos não se beijam por conta do desejo sexual, mas para se testarem. Após o desenvolvimento do relacionamento, ele teria outra função: comunicar. Assim, segundo o recente estudo inglês, beijar mais estaria relacionado à qualidade do relacionamento: casais mais íntimos e sólidos beijam mais.
NATURAL?
Outra questão referente ao beijo tem colocado os pesquisadores na parede. Afinal, todas culturas humanas beijam? A resposta é não. Estudo publicado no periódico científico “American Anthropologist” diz que o beijo romântico ou sexual (que envolve o entrelaçar de línguas) só existe em 46% das 168 culturas analisadas. Ou seja: o beijo não é um comportamento comum, mas incomum entre os humanos.
Os índios não gostam da prática. No Alto Xingu, por exemplo, os índios da tribo Menihaku consideram nojento o beijo, dizem pesquisadores que realizam incursões etnográficas na comunidade.
Na maioria das pesquisas, as mulheres costumam apontar uma maior consideração com o beijo. Para elas, é essencial na relação. Outra característica é que quanto mais a pessoa se considera atraente mais ela valoriza o beijo. Um artigo do “Archives of Sexual Behavior and Human Nature” diz ainda que o beijo é mais valorizado em relações de longa duração do que curtas e encontros casuais.