Cotidiano

Operação Tabela Periódica

Redação DM

Publicado em 30 de junho de 2016 às 21:31 | Atualizado há 10 anos

Polícia cumpre 44 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva em Goiás e em 7 Estados da Federação

A Polícia Federal deflagrou ontem (30) a Operação Tabela Periódica, para investigar cartel, fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em obras da ferrovia Norte-Sul.  A ação decorre de acordo de leniência que a Camargo Corrêa fechou com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com a interveniência e a anuência do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO)

A operação Tabela Periódica é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato e nova etapa da Operação “O Recebedor” – que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes de licitação envolvendo empreiteiras na construção de ferrovias da Valec. Em 11 de maio deste ano, oito envolvidos foram denunciados pelo MPF em Goiás à Justiça. A empresa confessou a prática de cartel, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes de licitação referentes às obras de construção dos trechos das ferrovias Norte-Sul e Interligação Oeste-Leste em Goiás.

Cerca de 200 policiais federais, um procurador da República e 52 agentes do Cade participam da operação Tabela Periódica e dão cumprimento a 44 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva, em Goiás e nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Espírito Santo.

As diligências que estão sendo realizadas têm por finalidade recolher provas do envolvimento de empreiteiras e de seus executivos na prática de crimes da Valec, relacionados aos contratos de construção das ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste, revelados pela Camargo Corrêa. A operação conjunta dos investigadores buscam, ainda, fortalecer o acervo probatório de investigações criminais encerradas ou em curso na Polícia Federal em Goiás, assim como em ações penais já propostas ou a serem movidas pelo MPF/GO, que tratam da prática de sobrepreço, superfaturamento, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

As provas colhidas serão, ainda, utilizadas pelo Cade em investigações e processos administrativos visando punir empresas e executivos por práticas anticompetitivas e cartel. A atuação conjunta do MPF, da PF e do Cade proporciona a reunião e finalização das diligências para apresentar o balanço da operação.

Segundo informações do MPF/GO,  perícias criminais da Polícia Federal já apontavam prejuízos aos cofres públicos calculados em R$ 631.544.676,51, considerando-se somente os trechos executados na construção da Ferrovia Norte-Sul, apenas no território goiano.

 

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