Brasil

A Câmara e as 10 medidas

Redação DM

Publicado em 30 de junho de 2016 às 01:23 | Atualizado há 1 ano

A pergunta que não quer calar: ” Por onde andavam os 473 deputados que não marcaram presença na Câmara no dia 22/06/2016 durante o debate das 10 Medidas Contra a Corrupção? Dormiram demais, estão envolvidos em ilicitudes e tem medo da Lava Jato ou estão se lascando para do povo que colocou na Câmara mais de 2 milhões de assinaturas pedindo socorro para combater a corrupção? De uma coisa temos certeza, os deputados Antônio Carlos Mendes Theme, Ruben Bueno, Darcísio Perondi, Chico Alencar, Pauderney Avelino que falaram em defesa das 10 medidas mandaram um recado para os senhores que estavam ausentes.Esperamos que Vossas Excelências se liguem não só no que disseram os deputados supracitados, mas também, no que disseram os Procuradores da  Justiça, Júlio Marcelo Oliveira , Roberson Pozzobon e o Promotor da Justiça Roberto Livianu. Eles disseram justamente o que o povo acha que está acontecendo com os políticos e o que esperam deles daqui pra frente.

(Leonidas Marques, via e-mail)

 


Democracia “brexitiana”

Paulo Roberto Gotaç

A petição, sob forma de abaixo assinado, ao Parlamento do Reino  Unido, para que seja realizado um segundo plebiscito sobre a permanência na Comunidade Europeia, remete àquela imagem de democracia como princípio, desde que represente a vontade dos mais ruidosos. O previamente estabelecido era a decisão por maioria simples, e a apuração indicou a preferência à saída por 52% dos votantes. Como o resultado não representou o politicamente correto, segundo a visão de significativos grupos econômicos e alarmistas, surge o presente movimento reivindicando uma percentagem de, no mínimo, 60%, com participação de 75%, sob a alegação de que os que optaram por separar-se eram, em boa parte, idosos e caipiras. A realização de uma segunda  consulta, além estar em desacordo com as normas a priori acordadas, é um desrespeito a uma parcela ponderável da população e pode gerar uma divisão com consequências mais graves do que as propaladas por causa do desfecho oficial. Decisões baseadas na democracia às vezes são desagradáveis para muitos mas como não há ainda regime melhor, é bom obedecer seus desígnios.

(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)

 


O sonho do PT X sonho dos brasileiros

Izabel Avallone

A CUT sonha com a volta da Dilma. E ela voltando terá que pedir um plebiscito para antecipar as eleições presidenciais. O sonho da CUT, portanto, não é por Dilma e sim, para ela abrir caminho para Lula. Essa gente não se cansa de sonhar. Em primeiro lugar, Dilma não volta, em segundo assume o vice o que é legalmente constitucional e terceiro que a Lava Jato está nos calcanhares de gente que sonha em se safar. Muito embora Lula e Freitas achem que no Congresso há mais de 300 picaretas, os parlamentares já sabem qual o golpe que o PT quer dar. Lula tentou comprar deputados a peso de ouro, com nosso dinheiro, a favor do impeachment da Dilma e não conseguiu. Talvez não consiga comprar senadores e por isso eles são ofendidos por não entrarem no jogo sujo do PT. O PT e Lula são assim, se não estiver bom para eles, os outros não prestam. Basta ver a críticas de Lula aos ministros do STF e ao PGR. A seu modo eles parecem não querer enfrentamento com Lula. Pois é criaram a jararaca e agora não sabem o que fazer com ela. Culpa de quem? Da impunidade que grassa nesse país. E o sonho dos brasileiros? A  extincao desse partido, os malfeitores na cadeia e o dinheiro recuperado.

(Izabel Avallone, via e-mail)

 


Tudo menos Moro

Silvio Natal

Mais uma vez para variar revela-se polêmica a decisão do ministro Teori Zavascki, do STF,  que contraria pedido da Procuradoria Geral da República – PGR e encaminha a Vara Federal de Brasília a denúncia contra Lula por suposta obstrução de Justiça.  Enquanto a PGR afirma que Lula teve “papel central” (!) na trama para embaraçar as investigações da Lava Jato (com a suposta compra do silêncio de Nestor Cerveró), o ministro Teori não vê “relação de pertinência” (!?) entre os fatos imputados ao ex  e as investigações das fraudes na Petrobras.  É por decisões assim que a sociedade olha para o Supremo Tribunal Federal como burro de montanha: sempre com um pé atrás ! Pontuo, ainda, que há dias  Teori anulou a gravação entre Lula e Dilma na qual claramente o Planalto urdia manobra para subtrair Lula das mãos de Sergio Moro. Desta feita, o mesmo ministro decidiu entregar o caso de Lula a outro magistrado da Justiça Federal (de Brasília) com um argumento, a meu juízo, pouco convincente. A ideia parece ser “tudo menos Moro”. No “conjunto da obra”,  as decisões do STF sobre Lula só fazem reforçar a desconfiança, já disseminada, de que o ex-presidente está sendo, de alguma forma,  protegido na Suprema Corte.

(Silvio Natal, via e-mail)

 


Demissões perdem força

Paulo Panossian

Por 14 meses consecutivos que o índice de desemprego aumenta, mas, perde força.  Já que, como divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) diferente do índice negativo de 115.599 postos fechados no mês de maio de 2015, neste ano caiu para 72.615, ou menos 37%. Os setores que mais fecharam postos de trabalho em maio foram os de serviços com 36.960, e do comércio 28.740. Já entre janeiro a maio o número acumulado de desemprego alcança 448.101 trabalhadores. E em 12 meses 1.781.906. É provável que, com a melhora da expectativa do quadro econômico, com o interino governo Temer, sinalizando e aprovando medidas importantes no Congresso, que visa recuperar a atividade econômica, as demissões até dezembro sejam bem menores do que ocorreu no mesmo período de 2015.  Ou seja, um leve alívio!

(Paulo Panossian, via e-mail)

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