Invasão dos produtos importados
Redação DM
Publicado em 26 de junho de 2016 às 02:39 | Atualizado há 10 anos
A pressão dos produtos importados sobre a economia nacional, especialmente de manufaturados de origem asiática que chegam ao País em grandes volumes, tem preocupado tanto o empresariado quanto a classe trabalhadora. Ambos os lados temem que o movimento desenfreado de importações desestimule, de um modo geral, novos investimentos e afete a geração de empregos, como já ocorre em alguns setores de manufaturados.
Diante deste cenário, representantes dos empresários e dos trabalhadores reuniram-se recentemente, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para pensar em estratégias conjuntas de prevenção para a indústria nacional e, principalmente, paulista. Com certeza, mais uma iniciativa feliz e oportuna das centrais sindicais e Fiesp de realizarem parcerias em prol da competitividade da indústria nacional.
Estamos todos juntos, preocupados com o Brasil, o emprego, o desenvolvimento e o futuro. Não podemos esperar que o prejuízo venha ser instalado, para depois nos mexer. Então, vamos debater o tema, encontrar pontos em comum e preparar propostas para o governo trabalhar em favor do nosso país. Assim, cumprimentamos os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e região e da Força Sindical, que, nesse encontro na Fiesp, definiram os primeiros passos, que já estão sendo dados.
A reunião de trabalhadores e empresários num grande evento, recentemente, fez um diagnóstico da situação e identificou os setores mais afetados. Com estes dados levantados, eles propuseram ideias para o governo fortalecer a economia nacional. Aparentemente, a economia está enfrentando hoje uma série de problemas. Existe uma avalanche de importação.
Sindicalistas e empresários decidiram iniciar um processo de mobilização conjunto, que terá como objetivo cobrar do Palácio do Planalto uma mudança de rumo na política econômica. A iniciativa é motivada pelo desconforto que há entre trabalhadores e classe empresarial com o crescimento da economia, considerado muito baixo.
O mais recente encontro foi também um desdobramento da reunião das Centrais Sindicais, na semana passada, na sede Força Sindical, que decidiu mobilizar o campo sindical, para exigir do governo medidas que fortaleçam a indústria e a economia.
Os líderes sindicais e os empresários vão bater duro nas importações, na valorização artificial do câmbio, no desemprego, além de cobrar uma drástica redução de juros. “Nossa intenção é evitar o desemprego”, afirma o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho).
(Eduardo Genner de Sousa Amorim, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg) e da Federação dos Trabalhadores no Comércio nos Estados de Goiás e Tocantins (Fetracom/GO/TO) e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC)