O resgate da princesa
Redação DM
Publicado em 21 de junho de 2016 às 02:29 | Atualizado há 10 anos
Diz o ditado popular que “cada povo tem o governo que merece.”
É claro que não concordo, e nem mesmo aceito esse adágio inverídico e discriminador, porque, se tomarmos como exemplo a relação dos goianienses com a administração do prefeito Paulo Garcia, seria uma enorme desconsideração ao nosso povo, alguém dizer que merecemos esse governo imperito, atrapalhado e populista, que com certeza vai entregar a nossa capital ao próximo administrador eleito, completamente desmazelada e, decerto também endividada.
Eu poderia elencar neste texto uma centena de trapalhadas e descaminhos cometidos pelo prefeito Paulo Garcia, mas seria uma bobagem, porque, todo mundo tá careca de saber que o sujeito é um desidioso e despreparado alcaide, e que não tá nem aí pra ninguém, decerto achando que tem um Lula na barriga, quando na verdade ele tem um Lula é no juízo. E a prova disso é que ele está apenas dando continuidade às lambanças do Partido dos Trabalhadores, que por pouco não fez o Brasil transformado numa Venezuela.
Gente! Que saudade que dá, de quando tivemos como administrador de Goiânia o ilustre e inigualável Nion Albernaz, quando então a capital transpirava alegria, cheirava asseio e exibia formosura e beleza, com tantos canteiros de flores e extensos gramados pelos jardins públicos. E o autor deste texto é testemunha ocular daquele tempo, quando encantado com a florida e luzidia capital, batizou-a de “A Princesa do Centro-Oeste”, e poeticamente a chamou de “Orquídea do Cerrado.”
E dito isso, revelo por fim o escopo deste texto que é o indagar à sociedade goianiense, quem iremos eleger no próximo pleito para ser o prefeito da nossa capital? Será se algum desses pré-candidatos que estão se apresentando na mídia, terá preparo, experiência, boa vontade e probidade bastante para a tarefa de administrar esta cidade, com o mesmo zelo e carinho com que fez o inesquecível Nion Albernaz?
É preocupante porque, o que se tem visto é a reapresentação das velhas lideranças com aqueles discursos manjados que não convencem mais ninguém, e que já tiveram as suas chances de fazer, e não fizeram. E os outros, a maioria novatos, sem nenhuma ou com pouca experiência, entre eles alguns aventureiros que mal conhecem a cidade, e que, se perguntados onde fica o Setor Fama, não saberiam indicar. E o que nós precisamos é de alguém preparado e dotado do propósito de vir resgatar a “Princesa do Centro-Oeste” – a cidade de Goiânia – recolocando-a, minimamente, ao mesmo nível do que já foi em tempos passados, quando foi comparada a uma Orquídea do Cerrado. E o jornal Diário da Manhã, representado na pessoa do seu editor-chefe, o jornalista Batista Custódio, bem que poderia aceitar a missão de sabatinar todos os pré-candidatos, por meio de entrevistas, um a cada semana, para dar à sociedade conhecer o perfil de cada um, e, formar opinião de apoio ao exercício do voto, porque, os pretendentes são muitos, mas, os qualificados são poucos.
(Durval Campos, escritor, poeta e prosador, residente em Goianira-GO, [email protected])