Cotidiano

Goiânia é toda colorida e caipira

Redação DM

Publicado em 19 de junho de 2016 às 03:53 | Atualizado há 1 ano

Goiás está colorido: inúmeras cores, tranças, palhas, bandeirolas, enfim, enfeitam a terra e o céu deste sertão metropolitano. Toda a gramática do chão goiano pode ser dita até o começo de julho, quando termina a temporada das quadrilhas.

A animação não para nos próximos finais de semana. Hoje ocorre, por exemplo, o Arraia Buriti, ao lado de um shopping, na avenida Rio Verde. Organizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwirges, a festa é comportada e termina sempre às 22h.

Ontem, no Itatiaia, a festa também tomou conta dos caipiras modernos com um tradicional arraiá da região. Na sexta-feira, duplas sertanejas animaram a folia da Faculdade Cambury, com forte animação dos estudantes e professores. E assim, em cada comunidade, cada paróquia, a vibração das cordas da viola e os acordes cheios da sanfona vão preenchendo os espaços da cidade.  

A história se repete nas regiões, em cada bairro e cidades. Festa autóctone, que simboliza a mistura cultural brasileira, as quadrilhas marcam uma ruptura com as demais festas populares. Ao contrário do carnaval, simboliza o controle do padre, do delegado e das forças paternalistas que construíram o imaginário rural brasileiro. Diferente do Natal, festejo também religioso, as quadrilhas celebram não o santificado, mas o jeito brejeiro de ser do brasileiro diante das santidades menores.

A festa junina acontece em homenagem a três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Festividade trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial, ela se espalhou por todo o país, ganhando popularidade, tradição e diversos adeptos. Dança e comidas típicas marcam cada região do país.

Em seus primeiros anos, a festa junina possuía forte influência de elementos culturais portugueses, espanhóis e franceses. Característica típica das danças nobres na França, ela herdou os passos marcados. Já o hábito de soltar fogos de artificio vem da China, região em que a pólvora foi primeiro manipulada. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando aos aspectos culturais dos brasileiros, indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus, nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  

A professora de educação física Laís Vieira revela que há quinze anos coreografa festas juninas em Goiânia. “Pra mim é um momento bem especial do ano, de alegria e diversão. Acho muito bacana ser contratada pra montar danças de diversos estilos. Tem quem goste de country, catira, aquela quadrilha tradicional e tantos outros tipos de dança”, comenta.quadrilha4

A professora, que adora frevo, explica que é um tipo de dança complicada, que exige preparo físico. “Apesar de adorar o frevo, só é possível montar uma coreografia bacana com dançarinos profissionais”, completa.

As tradições estão fortemente presentes nestas comemorações. O mês de junho é marcado pelas diversas fogueiras, acesas em quase todas as comemorações, que servem de centro para as danças típicas de cada local.

Balões, bandeirolas e outros enfeites de palha ajudam a compor um cenário marcado por cores fortes e vibrantes.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Eles percorrem as ruas da cidades cantando e dançando. Passam pelas casas, onde os moradores costumam abrir suas portas e janelas, deixando comidas e bebidas para os festeiros.

Já na região central do país são mais comuns as quermesses, comumente realizadas por igrejas. Os foliões circulam entre as diversas barraquinhas do local, experimentando comidas típicas e participando de jogos. A dança, principal atração da noite, é ensaiada com antecedência, são escolhidas as roupas e os adereços, tudo feito com antecedência e mimo

O dia de Santo Antônio, conhecido por ser casamenteiro, é celebrado em 13 de junho. Mulheres solteiras que desejam casar, comem os “pãezinhos de Santo Antônio”, distribuído pelas igrejas. As famílias guardam o pão junto com os outros mantimentos da casa para garantir que não falte alimento durante o ano.
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Festa junina da crise afeta decoração e dança

As comidas típicas de festa junina estão mais caras este ano. De acordo com o Procon, a diferença entre maior e menor preço pode chegar até a 220%. Mais do que nunca é preciso pesquisar na hora de comprar os ingredientes para preparar as comidas de sua festa.

A síndica de um condomínio na capital, Maíra Cavalcante, conta que os moradores se unem todos os anos para a realização da festa junina. Este ano ao pesquisar os preços ela ficou apreensiva. “Fui apurar os valores dos produtos tendo em mente o mesmo orçamento do ano passado, e ao final da pesquisa constatei que será preciso quase o dobro pra gente conseguir realizar a mesma festinha”, a síndica relatou também que após reunião com os condôminos, optou-se por cortar gastos. “Não teremos decoração nem dança, vamos apenas montar barraquinhas de comida”, lamenta.  

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Quem comprar coco ralado perceberá que ele ficou mais caro, em relação ao ano passado. O pacote de da marca Sococo com 100 gramas, teve um reajustou 44,52% e saltou de R$3,49 para R$5,04. Já a farinha amarela Yoki, com 500 gramas, utilizada para fazer curau, canjica, pamonha e tantos outros pratos típicos desta época, ficou até 37,56% mais cara e é encontrada por R$4,23.

CACHORRO QUENTE

O cachorro quente também deve encarecer. O pacote com 500 gramas de salsicha Sadia Hot Dog, que custava R$7,69 em junho de 2015, agora é encontrado para compra por R$9,89, um acréscimo de 28,61%. Outro produto que ganhou destaque na pesquisa foi a Canela em casca Donana (10g), que está 36,67% mais cara e foi encontrado por R$1,23.

 

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Fique por dentro das principais quadrilhas que acontece em Goiânia e região metropolitana

Arraia Buriti

Realização da Paroquia  Nossa Senhora Aparecida / Santa Edwirges

Avenida Rio Verde, ao lado do shopping.

Evento com a organização de igrejas e apoio do Buriti Shopping. Com tudo que uma quadrilha tem direito: música, comida típica e quadrilha.

Entrada gratuita

Horário: 17h às 22h

18 e 19 de junho  

– Arraiá Sesc Goiânia

A festa será realizada na unidades do Faiçalville e do Universitário. Jogos, brincadeiras de tiro ao alvo, argola, touro mecânico e apresentação de quadrilhas e barraquinhas com comidas tradicionais estão agendados para a festa.

Data: 24 de junho (Sesc Faiçalville) e 25 de junho (Sesc Universitário)

Horário: a partir das 18h30 no Sesc Universitário e 20h no Sesc Falçalville

Ingresso: variam de R$ 3 a R$ 6. Não serão vendidos ingressos no local do evento

Informações: 3522 6321 / 3522 6121

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– Sesc Anápolis

Festa terá quadrilhas, jogos e brincadeiras tradicionais, além das comidas típicas.

Data: 24 e 25 de junho

Horário: 18h30

Ingressos: variam de R$ 3 a R$ 8.

Informações: 3902-6900

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– Paróquia Nossa Senhora da Assunção

Considerada uma das festas mais tradicionais da capital, a paróquia realiza durante dois dias sua festa junina, com direito a apresentação de quadrilhas e shows.

Data: 18 e 19 de junho

Horário: 19h

Local: Estacionamento do Clube dos Bancários, na Avenida Planície, Vila Itatiaia

Entrada gratuita

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– Associação dos Idosos do Balneário

Festa tradicional da Associação de Idosos que ocorre há quase três anos. Quadrilhas, música ao vivo e comidas típicas aguardam os caipiras.

Data: 29 de junho e 2 de julho

Horário: 14h30

Ingressos: R$ 5. Idosos ligados à associação não pagam

Local: Rua Milão, s/n quadra área, Setor Balneário

Informações: 3292-7685

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– Arraiá do Engenho

Festa que ocorre há duas décadas  terá shows sertanejos e DJs. O evento tem um diferencial: é open bar, com acesso à cerveja, absinto, tequila, vodca, suco, água e energético.

Data: 1º de julho

Horário: 22h

Local: Sol Music Hall

Ingressos: R$ 40 feminino e R$ 50 masculino

 

 

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