Contando os dias
Redação DM
Publicado em 17 de junho de 2016 às 02:14 | Atualizado há 10 anosDemorou, mas, ao que tudo indica, o Estádio Olímpico, enfim, será entregue ao esporte goiano. Ontem, o presidente da Agetop (Agência de Transportes e Obras Públicas), Jayme Rincón, apresentou o espaço, que está na reta final de acabamento, para a imprensa. O estádio, que faz parte do Centro de Excelência de Esportes de Goiás, deve ser inaugurado no dia 25 de julho, com um jogo festivo de ex-jogadores de futebol. No dia 28, a seleção brasileira olímpica deve fazer um treino no local, dois dias antes do amistoso contra o Japão, no Serra Dourada.
Ao todo, a reconstrução do Estádio Olímpico, que foi demolido em 2006, custou R$ 85 milhões aos cofres públicos, sendo a obra mais dispendiosa do complexo, orçada em R$ 158,65 milhões. No Estádio Olímpico ainda há pista e aparelhos completos de atletismo. Faltam agora no complexo as reformas do parque aquático, o Ginásio Rio Vermelho e um pavimento para ginástica artística e artes marciais.
O novo Olímpico tem capacidade para 13,5 mil torcedores, e poderá abrigar jogos do Campeonato Brasileiro Série B. No entanto, a praça esportiva não está apta para receber partidas da Série A, já que o regulamento da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) exige capacidade mínima de 15 mil pessoas para a principal competição nacional.
A obra do Estádio Olímpico demorou mais de 10 anos para ser concluída. A demolição foi feita em 2006, mas a reconstrução demorou a sair do papel, por entraves burocráticos. O contrato inicial com a primeira construtora chegou a ser rompido, e o Ministério Público Federal paralisou a obra e os repasses federais.
Depois de toda essa luta do poder público para finalizar a obra, a gestão do Olímpico deve ser repassada para uma OS (Organização Social), sendo vetada à administração pública ou de clubes de futebol. “Os clubes goianos são focados em futebol, e esse espaço também vai contemplar atletismo, ginástica, natação, artes marciais, e uma gama enorme de modalidades, com o intuito de formar e preparar atletas olímpicos. O espaço nós temos que entregar para uma gestão especializada, já que os clubes têm que se preoucupar com os seus patrimônios. Acho que esse novo conceito de OS é o modelo ideal que nós precisamos para a administração do complexo, inclusive o Olímpico”, destacou Jayme Rincón, que ainda ressaltou que o processo de edital para a escolha da OS responsável para a gestão do espaço já está em andamento.
O presidente da Agetop ainda ressaltou que tentou trazer o jogo da seleção olímpica para inaugurar o estádio, mas que a ideia foi vetada pela CBF. “A nossa primeira opção era trazer o jogo da seleção olímpica para cá. Mas, por opção da CBF, a partida foi marcada para o Serra Dourada, por ter condição de receber um público maior e, consequentemente, uma renda maior, como se a CBF precisasse de dinheiro. Mas foi uma opção deles, e a CBF se dispôs a fazer um treino no Olímpico”, finalizou.