Brasil

O mal do século

Redação DM

Publicado em 11 de junho de 2016 às 02:43 | Atualizado há 10 anos

Todos nós somos movidos por preocupações, isso é inerente ao ser humano. É muito difícil encontrar uma pessoa que seja desprovida de qualquer tipo de preocupação. Deparamos-nos com uma realidade cada vez mais existente, pessoas ancoradas no medo e nas preocupações, essas que por vezes, não nos deixa fugir e nos afogam na ansiedade que  nos impede de sermos felizes.

Notamos que as preocupações cada vez mais se tornam um estado de espírito, fazendo com que vivamos limitados as nossas maiores capacidades pois estamos constantemente ligados no futuro esquecendo-se assim de viver o presente.

As preocupações distorcem a realidade. Nós vivemos num tempo em que as pessoas vivem mais tempo, tem um melhor acesso a cuidados de saúde (mesmo que se diga o contrário esta é a realidade), as pessoas têm oportunidades ilimitadas para prosperar tanto financeira como pessoalmente, hoje em dia qualquer pessoa pode viajar para qualquer parte do mundo em pouco tempo, existe um grande acesso a todo o tipo de informação e material educativo, só que em contrapartida estamos na “era da preocupação” onde as pessoas carregam o peso de estar sempre no futuro. Elas estão sempre preocupadas com alguma coisa, esperando algo acontecer ou se sentindo agoniadas por alguma preocupação.

Claro que existem riscos e possíveis perigos, mas a preocupação apenas os aumenta de forma despropositada e impede-nos de ver as oportunidades e a quantidade infindável de possibilidade ao nosso dispor. Entrar em uma batalha contra si mesmo, e contra o que pode acontecer no futuro só faz aumentar os sentimentos ruins. Lembrando que, sentimentos ruins transformam em pensamentos constantes, que conseqüentemente viram ações, e ações definem nosso resultado.

Como disse o escritor americano Mark Twain: “Eu sou um homem velho e passei por muitas catástrofes na minha vida, mas a maioria nunca aconteceu.”

A preocupação pode ser coligada como um diálogo interno, ou seja, conversando consigo mesma. Procura antecipar o resultado, desejando que ele aconteça imediatamente, porque no fundo, sente medo de não conseguir o resultado que deseja. Apega-se apenas ao negativo, bloqueando sua capacidade de agir. Assim, sua atenção é desviada para o futuro e deixa de fazer o que é preciso fazer no AGORA o presente.

Esqueça o “e se…”, compreenda que olhar para o que está acontecendo agora, porque não podemos prever o que estará acontecendo daqui á cinco minutos. Talvez a beleza da vida esteja em compreender que muitas das nossas preocupações serão apenas fantasias metais que nunca nos afetarão e muitas das bênçãos jamais imaginadas irão se realizar e concretizar se estivemos com nosso coração suficientemente aberto.

 

(Josanne Gonzaga, poeta (4 livros publicados, e participação em 3 antologias), coach e administradora de empresas. E-mail [email protected], watzap 62 8185-2302)

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