Esportes

Peso da lei

Redação DM

Publicado em 9 de junho de 2016 às 03:01 | Atualizado há 10 anos

Ontem, a Federação Internacional de Tênis (ITF) divulgou a sentença que será dada para a tenista russa Maria Sharapova pelo caso de doping ocorrido em janeiro deste ano, no Aberto da Austrália. A decisão final é de que a atleta ficará dois anos fora de qualquer competição profissional.

A punição foi dada por Sharapova ter infringido o código de conduta da entidade ao usar uma substância proibida por regulamento, o meldonium. Como o período de suspensão tem efeito retroativo e vale a partir de janeiro de 2016, a partir de agora a tenista ainda precisará cumprir mais 1 ano e meio.

Por meio de uma rede social, a russa ressaltou que o tribunal levou em conta que o uso da substância ilícita não foi feito de maneira intencional, uma vez que Maria declarou que fazia uso do remédio para tratar um problema.

“Hoje, com a decisão de dois anos de suspensão, o tribunal da ITF concluiu, unanimemente, que o que eu fiz não foi intencional. Eles constataram que eu não procurei meu médico para obter melhoras na performance propositalmente. A ITF gastou muito tempo e recursos tentando provar que eu violei intencionalmente as regras antidoping, mas o tribunal concluiu que eu não fiz isso”, escreveu a tenista.

Aliás, Sharapova criticou as ações da ITF, e declarou que a Federação queria suspendê-la por mais tempo, mas a pena foi reduzida para dois anos. Mesmo assim, a ex-número 1 do mundo recorrerá da decisão.

“Vocês precisam saber que a ITF pediu ao tribunal para que eu fosse suspensa por quatro anos, mas a solicitação foi rejeitada. Eu não posso aceitar esta suspensão injustamente dura de dois anos. Imediatamente, irei apelar da decisão para o CAS, a Corte Arbitral do Esporte. Eu sinto falta de jogar tênis e dos meus fãs incríveis, que são os melhores os mais leais do mundo. Eu li suas mensagens nas redes sociais e seu amor e apoio tem me ajudado a passar por esses dias difíceis. Eu tenho intenção de defender o que acredito que é certo e é por isso que vou lutar para estar de volta à quadra de tênis o mais rápido possível. Com amor, Maria”, finalizou.

A atleta, campeã por duas vezes em Roland Garros, uma vez nos Abertos de Estados Unidos e Austrália e uma em Wimbledon, testou positivo para meldonium, uma substância que passou a ser proibida pela Federação apenas no início do ano.

Em abril, a Agência Mundial Antidopagem (Wada) deu a possibilidade de anistiar a punição de alguns dos atletas punidos pelo uso da substância meldonium, já que ainda não foi possível determinar por quanto tempo ela ficaria no corpo humano após a interrupção do uso.


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