Brasil

Seja um transgressor

Redação DM

Publicado em 9 de junho de 2016 às 02:56 | Atualizado há 10 anos

Fazer a diferença. Quem não se questiona sobre como gerar as mudanças que gostaria de ver no mundo, para melhorar aquilo com que não concorda? Sim, este é o perfil de um transgressor. Não devemos confundir transgressão com contravenção, que neste caso significa alguém que está contra as leis. Em um mundo cada vez mais competitivo como o que estamos vivendo hoje em dia, ser transgressor significa a mudança de comportamento, da maneira se relacionar com colegas e clientes e das formas de gestão das empresas.

Todo empreendedor foi um dia um transgressor, alguém que decidiu fazer diferente pois não concordava com a mesmice imposta pela rotina do dia a dia ou pelos paradigmas impostos pela sociedade. Os profissionais mais valorizados são aqueles que transgridem e estão sempre buscando inovar.

Mas para inovar temos que abdicar de alguns valores ou mesmo de algumas competências que valorizamos e muitas vezes dominamos em busca de outras mais atuais e por vezes exigidas pelo mercado.

As competências que tínhamos antes não atenderão nossas necessidades nestes novos tempos de concorrência brutal e influência direta dos consumidores em nossos negócios.

Desaprender é muitas vezes importante, interessante e bem vindo quando desejamos rever conceitos ou adotar novas práticas cotidianas visando aumentar nosso desempenho pessoal, porém esta atitude não é tão simples quanto imaginamos pois requer percepção, esforço maior, vontade de mudar e coragem para encarar o desafio de entrar em um terreno desconhecido, algo temido pela maioria de nós.

Reflita sobre a necessidade de mudanças:

Como está sua produtividade?

Seus resultados estão crescendo?

Está fazendo da mesma maneira que há um ano?

Seus concorrentes fazem do mesmo modo que você?

Você está se expondo a novos desafios?

Quando estamos nos capacitando e adquirindo novos conhecimentos é muito normal termos uma carga maior de estresse aplicada sobre nós. Portanto podemos dizer que nosso estresse nada mais é do que a diferença entre nossas competências e o grau de dificuldade daquilo que estamos realizando.

O estresse é a diferença entre o tamanho do problema e o de nossas competências. A única solução para diminuirmos nosso estresse é aumentar nossas competências.   Um bom exemplo disto por ser o trânsito caótico de São Paulo. Se pensarmos bem,  na maioria das vezes não é o trânsito que nos estressa, mas sim a possibilidade de chegarmos atrasado para algum compromisso. Uma solução para este caso seria um  planejamento melhor, saindo de casa mais cedo ou utilizando caminhos alternativos.

Outra importante questão hoje é como as empresas consideram como sendo erros gravíssimos falhas em questões como o relacionamento ruim dentro de equipes, pouco jogo de cintura, visão limitada do todo e pouco poder de adaptação.

Esta nova realidade é mais uma comprovação de que devemos buscar novas habilidades, mais capacitação e outras perspectivas sobre uma mesma situação para que nosso desempenho seja cada vez maior.

A rápida mudança é fator primordial para o desempenho das pessoas e, consequentemente, para o desempenho das empresas, afinal o sucesso das empresas está diretamente ligado ao sucesso pessoal de seus colaboradores.

 

(Renato Berton, consultor da Atitude Positiva e especializado em Comunicação, Relacionamento Interpessoal e Motivação de Equipes)

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