Pacientes graves podem desenvolver patologias neurodegenerativas diz pesquisa
Redação DM
Publicado em 23 de abril de 2020 às 13:42 | Atualizado há 6 anos
Uma equipe de cientistas brasileiros elaboraram uma pesquisa com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e da Queen’s University, do Canadá, a apresentação da pasta tem como objetivo alertar sobre uma possível probabilidade de que o sistema nervoso central possa ser abalado em casos considerados graves em consequência do novo vírus, Covid-19. A conclusão foi publicada na revista científica Trends in Neurosciences na última terça-feira (21).
O trabalho, envolveu quatro pesquisadores brasileiros e um canadense, tem como base estatísticas fundamentadas no coronavírus (SARS-CoV-2), em relação as demais classificações que o vírus é identificado, além de outras categorias que ele se encontra.
Os estudiosos utilizaram registros para fundamentar o trabalho, informações de pessoas que foram tratadas pela infecção de coronavírus em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na China e na França. Nas duas regiões, eles identificaram sequelas cerebrais em uma considerada quantidade de pacientes que passaram por procedimentos médicos devido aos sintomas graves da enfermidade.
“Tivemos casos, que foram observados ocorrências de Acidente Vascular Encefálico (ACE), em outros casos de menor gravidade tivemos registros de encefalite, que é uma inflamação do cérebro e sintoma que é pode levar o paciente a complicações sérias. Nos demais, a perda de consciência, além de conter outras alterações como alucinações, expondo o sistema nervoso central”, afirmou Fernanda de Felice, professora do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ.
A cientista ainda relatou que a infecção dos neurônios já teria sido acompanhada e observada em outras nomenclaturas de coronavírus e o tipo de inflamação identificada na Covid-19 tem características similares. Apesar disso, a professora faz considerações que todo conhecimento sobre o coronavírus que causou a pandemia no globo terrestre ainda é muito carente de descobertas.
“Os casos de internações de pessoas com sintomas avançados devem ser acompanhadas de perto com muitas atenção porque elas tem uma probabilidade maior de desenvolver insanidade mental e patologias neurodegenerativas com Alzheimer e Parkinson. E já existem ligações entre as infecções no sistema nervoso e aumento do risco dessas disfunções. Penso que esse é mais um indicativo de alerta para que as pessoas fiquem alertas, em especial para a população que tem o comportamento de conduzir a pandemia como apenas uma gripezinha que não deve ser considerado. A consequência desse momento pode ser incalculável e o período poder perdurar por anos chegando a ter o poder de ampliar o domínio de doenças degenerativas no Brasil e no mundo”, afirmou.
*Com informações do G1