A Associação Jurídico Espírita Cristã do Estado de Goiás (AJE) dá os primeiros passos
Redação DM
Publicado em 20 de abril de 2016 às 02:14 | Atualizado há 10 anos
Em tempos de tantas coisas negativas será sempre notícia positiva a associação de pessoas para praticar o bem. A jovem Associação Jurídico Espírita Cristã do Estado de Goiás (AJE) inicia sua caminhada buscando colocar os conhecimentos jurídicos de seus associados a serviço da sociedade. Assim como os primeiros passos de uma criança são sempre difíceis, mas promissores, também as entidades que congregam pessoas para praticar o bem merecem aplausos. Não significa que apenas o espiritismo, uma das várias religiões, deve receber louvores em iniciativas semelhantes, mas sim todas as religiões. Isto porque todas as religiões são boas, mas nem todos religiosos são bons. Quando pessoas de bem, de qualquer religião, se associam para a prática de ações em benefício da população, a iniciativa indica dias melhores para a humanidade.
Já existe a AJE-Brasil, que é uma instituição sem fins econômicos, buscando contribuir para a humanização e para a conscientização dos operadores do Direito e dos cidadãos em geral, com o propósito de pacificação e progresso social, tendo como base a prevalência dos princípio éticos-morais. À AJE-Goiás somam-se várias outras entidades instaladas na maioria dos Estados brasileiros, valendo citar, entre outras: AJE-São Paulo; AJE-Distrito Federal; AJE-Rio Grande do Sul; AJE-Rio de Janeiro; AJE-Alagoas; AJE-Roraima; AJE-Pernambuco; AJE- Bahia; AJE-Espírito Santo e AJE-Mato Grosso do Sul. Com propósitos semelhantes, merecem ser citadas a Associação Brasileira de Magistrados Espíritas (Abrame) e Associação Brasileira dos Médicos Espíritas (AME), com congêneres em praticamente todos estados. Seria bastante alvissareiro que católicos e evangélicos formassem associações análogas, se é que ainda não existem.
Nas dificuldades iniciais para o florescimento de qualquer congregação de pessoas que buscam sonhos profícuos, sempre se destacam algumas pessoas que sacrificam interesses profissionais, comodidade familiar e até momentos de lazer em benefício do próximo, mesmo que o próximo não esteja próximo. No caso da AJE-Goiás, a iniciativa que tornou realidade a esperançosa associação cabe aos advogados Irani Inácio de Lima e Akira Ninomia, incansáveis obreiros do bem.
No domingo, 17 de abril, disputando o espaço com a programação televisiva da acirrada votação do impeachment da “mulher sapiens” que lamentavelmente ainda ocupa Presidência da República, realizou-se o “1º Encontro Espírita-Jurídico do Estado de Goiás”, coordenado pela advogada Anaura Maia Carrijo Viana, contando com a participação de ilustres juristas: Tiago Cintra Essado, presidente da AJE-Brasil, promotor de Justiça em São Paulo; Lúcio Flávio de Paiva, presidente da OAB-GO; Edmar Jorge de Almeida, presidente da AJE-DF e vice-presidente da AJE-Brasil, subprocurador-geral da Justiça Militar; Telma Maria Santos Machado, juíza federal em Sergipe; Márcia Maria Ramos, diretora da AJE-Goiás; Heber Carlos de Oliveira, juiz de Direito em Aparecida de Goiânia e Eduardo Vieira Mesquita, assessor da AJE-Goiás. O cerimonial do evento, simples mais promissor, foi comandado pelo conhecido apresentador Anderson Pancieri.
Merecem elogios a postura da OAB-Goiás em disponibilizando espaço da Escola Superior de Advocacia (ESA) para realização do evento. As jovens congregações, dando seus primeiros passos, e ainda não tendo espaço físico para suas reuniões e promoções, devem sempre merecer o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, cumprindo os objetivos da instituição em trabalhar para o bem da sociedade em geral, diferente do que faziam os donos da OAB Forte, que somente buscavam vantagens para si próprios.
Sucesso AJE-Goiás.
(Ismar Estulano Garcia, advogado, ex-presidente da OAB-GO, professor universitário, escritor)