57 dissidentes
Redação DM
Publicado em 20 de abril de 2016 às 02:01 | Atualizado há 1 ano
Dos 504 deputados federais, exceto abstenções, que votaram sobre o processo de impeachment, 57 não seguiram a orientação do partido. Algumas siglas cogitam punição para aqueles que se posicionaram na contramão do partido
Por 367 votos a favor e 137 contra o plenário da Câmara dos Deputados aprovou no domingo (17) a abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade que deve seguir para a avaliação do Senado Federal. Mesmo alcançando o número necessário de votos foram registradas sete abstenções: três do PR, três do PP e uma do PDT, e dois parlamentares se ausentaram da votação: Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Clarissa Garotinho (PR-RJ).
As lideranças partidárias orientaram seus parlamentares, desde quinta-feira (15), sobre os posicionamentos das legendas utilizando o espaço do debate em plenário. Após aprovação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) na comissão especial da Câmara, na última segunda-feira (11), muitas das siglas se reuniram e apontaram aquele que seria o posicionamento oficial de seus parlamentares nesta votação. No entanto, 57 parlamentares não seguiram o posicionamento do partido e votaram conforme seus próprios argumentos.
Punição
A direção nacional do PP iniciou a punição dos parlamentares que contrariaram o posicionamento do partido em votar a favor do impeachment. Após se abster de votar, o que ajudou indiretamente o governo Dilma Rousseff, o deputado federal Beto Salame foi destituído do comando do PP no Pará. Conforme o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), Beto Salame já tinha sido avisado que, se contrariasse o fechamento de questão da sigla a favor do impeachment, seria destituído do comando estadual da legenda.
A direção do iniciou ontem processo de expulsão dos deputados que votaram a favor da continuidade do processo de impeachment da presidente. A decisão de iniciar os procedimentos, por meio da abertura de um processo na Comissão de Ética do partido, foi decidida em reunião ontem, na sede da legenda, em Brasília. Integrante da base aliada de Dilma, o PDT comanda atualmente o Ministério das Comunicações e havia “” para que a bancada votasse contra a continuidade do processo de afastamento. Em Goiás a deputada federal Flávia Morais se posicionou a favor do impeachment e deve ser expulsa da legenda.
Confira como votaram os partidos :
PSD: O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), anunciou na quarta-feira (13) que sua bancada votaria favoravelmente à continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A legenda conta com 37 deputados, desses 29 votaram a favor do impeachment, enquanto outros oito se posicionaram contrariamente ao seguimento do processo.
PTB A legenda anunciou na quarta-feira (13) a adesão da bancada à proposta do impeachment. Segundo o líder em exercício do partido, deputado Wilson Filho (PB), a orientação da liderança na votação em plenário foi pela instauração do processo. O partido conta com 20 parlamentares em exercício, dos quais 14 votaram a favor do impedimento e seis, contra.
PRB Na terça-feira (12), o PRB anunciou que votaria favoravelmente ao impeachment. De acordo com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, os 22 deputados federais do partido seguiriam a orientação, o que se confirmou na noite de hoje.
PP O líder do partido, Aguinaldo Ribeiro (PB), também na última terça-feira, afirmou que a legenda votaria favoravelmente ao impeachment. Dentre os parlamentares da sigla, 38 votaram a favor e quatro contra processo.
PDT A favor do governo, a sigla anunciou na quarta (13) que votaria contra a continuidade do processo. Segundo o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), o partido fechou questão para que a bancada toda votasse contra a abertura do processo de afastamento. Tal posicionamento não se confirmou. Foram 12 votos não, conforme a orientação, e outros seis positivos.
PMDB A legenda tem a maior bancada da Câmara. Em reunião nesta quinta-feira (14), o PMDB decidiu que iria orientar voto a favor da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Na prática, a legenda somou 59 votos a favor e sete contra o impeachment.
PR A Executiva Nacional da sigla decidiu pela orientação contrária ao processo de afastamento. No entanto, a legenda votou a favor do impeachment: com 26 votos favoráveis ao processo e 10 contrários.
PTN, PSL, PROS, PHS e PEN Dirigentes dos cinco menores partidos da Câmara não fecharam questão sobre a votação do parecer favorável ao impeachment. Hoje, na abertura do processo contra a presidenta Dilma Rousseff, o PTN registrou oitos votos favoráveis e quatro contrários. Nos demais partidos, a vitória também foi pelo prosseguimento do processo de impedimento. O PSL registro os dois votos que tinha de forma positiva. No PROS, foram quatro votos favoráveis e dois contrários. Já o PHS registrou seis votos a favor do impeachment e um contrário. No PEN, por sua vez, houve empate, um voto para cada lado. (Fonte: Agência Brasil)

