Não há mais o que dizer
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 03:29 | Atualizado há 10 anos
Os melhores comentaristas, analistas, cientistas e jornalistas políticos, já disseram e dissecaram tudo o que poderia existir sobre a atual situação política, social e econômica do País – os maiores jornais e revistas, nacionais e internacionais, replicaram, com detalhes, o entendimento dos profissionais citados (e muitas vezes de leigos) sobre o assunto, gerando a conclusão da esmagadora maioria de que o governo federal não tem condições críveis técnicas de modificar o quadro negativo apresentado, além de não possuir apoio popular e tampouco político.
Como alguém comum, talvez um curioso com ares de escritor, poderia acrescentar algo ao que já foi expresso (e bem) na Folha, no Estadão, no Jornal do Comércio, Valor Econômico, Diário da Manhã, Contexto, O Popular, Veja, Época, Istoé, The Economist, The Guardian, Le Monde, El País, Washington Post e outros tantos ou diversos meios de comunicação?
Não há mais o que se possa dizer que já não tenha sido colocado, as coisas estão às claras e são de conhecimento público – do proprietário da pequena mercearia até ao grande industrial, passando pela borracharia e adentrando as grandes universidades, indo do mais simples pipoqueiro aos enormes complexos globalizados: todos sabem o que acontece ou aconteceu e qual seria o melhor recurso no momento, independente de qual seja a alternativa posterior, mesmo que muitos, teimosa, interesseira ou ideologicamente, fechem os olhos para tal.
Notando que a alternativa à qualquer alternativa de poder futura, por pior que fosse, seria a continuação do “stablisment” atual e esta não é praticável em vista dos fatos vividos, ou seja, é como dizem: “Não se obtém destinos diferentes se diferentes não são os caminhos.” É até possível que o futuro trilhar leve ao mesmo ambiente degradado, mas pelo menos seria outro caminho, o que não é pouca coisa nos dias atuais de tantas paisagens idênticas, sem expectativas de progresso, sequer de montanhas ou vales ao luar.
O Congresso Nacional, primeiramente na “Câmara Baixa” e depois na “alta” (conforme classificação do STF ao definir novíssimo rito de impedimento), está na posse das condições necessárias para fixação dos rumos nacionais, claro que sujeito a intervenções e pressões vindas de um lado e do outro, o que é natural, ainda que alguns instrumentos de convencimento não passem somente pela simples racionalidade dos argumentos apresentados, mas isso é lá com eles e suas consciências ou bases morais e éticas, portanto, cabe apenas nova e incessante fiscalização sobre as nobres excelências.
Evidente fica, pois, que apesar de radicular o tema, seu cerne está esgotado, salvo se descoberta mais informação ou crime, logo, não há mais o que argumentar, aguarda-se uma decisão legislativa: encerrar o caso ou prolongá-lo até 2018.
Tudo o mais que poderia ser escrito teria simples efeito de torcida e como se sabe, torcida não ganha jogo e no presente estágio, sequer influencia o juiz, pois se assim o fosse, os milhões do povo brasileiro se manifestando aos domingos já teriam determinado o placar e ao estilo Alemanha na Copa do Mundo do Brasil: goleada!
(Olisomar Pires – Olisoblog.com – [email protected])