A confusão está no ar
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 03:25 | Atualizado há 10 anos
Tenho dito, com frequência, que, após o carnaval, o Brasil entrou em colapso; todas as crises se instauraram na Terra de Santa Cruz. E nós, esquecidos de que a fé é um combate pela vida, contentamo-nos em apontar culpados pelos males que atingem a todos.
Há como que uma nuvem espessa sobre nós e que nos coloca no paredão da angústia e em estado de inércia. O povo brasileiro, vendo frustradas todas as suas expectativas, perdeu a esperança e não tem atitude de quem pode, com a graça de Deus, reverter esse quadro tenebroso. Nossos olhos estão como que vendados, pois não percebemos que, dentre todas as crises, a mais grave é a falta de temor de Deus. Raramente, encontramos alguém que obedece prontamente ao Mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. É um mundo cheio de confusão este em que vivemos; é um mundo que nega os princípios básicos da vida, como por exemplo, a alteridade dos sexos.
Hoje, vivemos pior que bicho, pois os governantes nos fazem de “gato e sapato”. E de quem é a culpa, ou melhor, a responsabilidade? É nossa, porque somos omissos, alheios à vida, e a cada dia somos mais egoístas, preguiçosos, desumanos. Estamos ocupados demais com interesses próprios e/ou somos da turma de quem sempre prefere não se envolver, mas reclama e discute como se fosse o melhor dos combatentes.
Estamos em risco de morte constante, porque a violência e a injustiça não têm mais limite, a começar pelas medidas políticas adotadas pelos governantes. Povo e dirigentes caminham a passos largos para a morte; ambos compactuam para que o mal se estabeleça, transformando verdade em mentira.
Temos de dar a mão à palmatória, porque permitimos que as autoridades deste país, com a cumplicidade dos meios de comunicação, conseguissem implantar a cultura de morte, fazendo-nos desejar e publicar as más notícias, que por sua vez decretam que somos impotentes nessa luta contra o mal, porque sempre as decisões são direcionadas e determinadas por interesses políticos. Então, eu pergunto: até quando?
Até quando eu e você, nós, nação brasileira, não ouviremos a voz de Deus: “Samuel, não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que Eu reine sobre eles”.
(Pe. Luiz Augusto. Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus)