Ordem golpista
Redação DM
Publicado em 5 de abril de 2016 às 02:35 | Atualizado há 1 anoAs repetidas manifestações das mais expressivas figuras do mundo jurídico, ao reafirmarem a legalidade do processo de impeachment, previsto na Constituição Federal, mostram quão lamentáveis são as atitudes de governistas ao vincularem os pedidos nesse sentido, elaborados por prestigiadas instituições, a uma espécie de apropriação indébita da presidência. Assim, não se compreendem os tumultos ocorridos recentemente na Câmara dos Deputados quando da tentativa de barrar a protocolização de um segundo requerimento formulado pela OAB. Com discurso inflamado, faca nos dentes, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente por dois mandatos da seccional do Rio de Janeiro, aos berros do gramaticalmente pobre “não vai ter golpe”, tachou as iniciativas visando o afastamento da presidente Dilma, de manobras de tapetão. Ao qualificar a Ordem de golpista, comete uma impropriedade, inadmissível por parte de um advogado que pertenceu aos seus quadros de liderança, pois sabe que uma das principais missões do órgão é exatamente a preservação da democracia. Pernicioso exemplo emanado de quem deveria acreditar na força do Direito e ser um dos seus mais fervorosos apóstolos.
(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)
Perigo à vista
Depois de assistir às manifestações prol Dilma e Lula, comandados pelas Centrais Sindicais e pelos movimentos que se dizem sociais, vendo a maioria ostentando a cor vermelha, ver no meio deles uma faixa com os dizeres: “Revolução, Governo, Operário e Socialismo”, cheguei à conclusão de que a democracia no Brasil está em risco e que nós brasileiros precisamos acordar e dar um basta para sempre nessa turma de teleguiados da verdadeira ditadura.
(Leônidas Marques, via e-mail)
Bajulação
Enquanto o Banco Central nos dava a conhecer que este ano haverá, novamente, estouro da meta de inflação, a presidenta, cumprindo o prometido de atingir a , dobrá-la e trabalhando muito para se garantir no poder, feliz e toda sorriso, recebia artistas e intelectuais para sessão de bajulação explícita e descarada, com direito a discurso proferido por diversos participantes, dentre os quais aqueles favorecidos pelos incentivos da Lei Rouanet. Certo estava Jean de La Fontaine (XXVII): “Aprendei que todo adulador vive à custa de quem o escuta.”
Fosse a “mulher sapiens” que se julga, ficaria com a crítica das ruas, para se corrigir, mas prefere a bajulação que a torna cega e surda!
(Aparecida Dileide Gaziolla, via e-mail)
Lentidão do STF

Como o STF decidiu que a investigação sobre Lula deve ser enviada para a corte (31/03), a sociedade brasileira poderá aguardar alguma solução lá pelo ano de 2060, pois a lentidão é uma característica do tribunal. É só ver como andam os vários processos do senador Renan Calheiros (PMDB – AL) e de ou-tros políticos.
(Edgard Gobbi, via e-mail)
Negociata escancarada
O PP, partido de Paulo Maluf, e outros menores não pretendem romper, de imediato, com a (des)governanta presidanta, digo presidenta, dando-lhe prazo de uma semana para distribuição de cargos e verbas liberadas a “jato” e para que a ilustre senhora demonstre que tem votos suficientes para barrar o impedimento. Claro está, para garantir as tetinhas nos úberes fartos da re(s)pública. E assim, nessa negociata escancarada, o criador disse que é preciso dar uma chance para sua criatura governar (uma das afirmações na entrevista com correspondentes estrangeiros, em 28/03). Será que esse indivíduo inominável e peçonhento (a Jararaca conforme suas próprias palavras) acha que sua criação teria capacidade de reverter a situação caótica em que o País se encontra? Será que ele acredita, mesmo, que todos os índices econômicos retrocederão a níveis aceitáveis, depois de cinco anos de omissão, incomPeTencia e baderna, para não dizer roubo?
(Aparecida Dileide Gaziolla, via e-mail)

