Esportes

Vitória europeia

Redação DM

Publicado em 27 de fevereiro de 2016 às 01:15 | Atualizado há 1 ano

O ítalo-suíço Gianni Infantino, 45 anos, foi eleito o novo presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa). O ex-secretário-geral da Federação Europeia de Futebol recebeu 115 dos 207 votos computados.

Infantino derrotou o Sheik do Bahrein Salman bin Ebrahim Al Khalifa (88 votos), um dos favoritos, além do príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein (quatro votos) e do francês Jérôme Champagne (nenhum voto). O sul-africano Tokyo Sexwale desistiu da candidatura pouco antes do início do pleito.

No primeiro turno, Infantino também foi o vencedor – mas com vantagem bem pequena para Salman. O suíço teve 88 votos contra 85 do xeque do Bahrein, enquanto o príncipe Ali Bin Al Hussein teve 27, e Jérôme Champagne, sete.

Além disso, os nomes do francês Michel Platini e do liberiano Musa Hassan Bility foram retirados da lista. Platini desistiu das eleições, após ter sido acusado de corrupção e suspenso do futebol por 8 anos. Musa Hassan Bility foi impedido de participar das eleições na etapa de “controle de integridade”. A Fifa não divulgou a causa da exclusão.

“Queridos amigos, não posso expressar meus sentimentos. Vamos recuperar a imagem e o respeito da Fifa. Temos de estar orgulhosos da Fifa, todos têm de estar orgulhosos pelo que faremos juntos. Quero agradecer a todas as confederações, todos os candidatos. É uma competição que é um grande sinal de democracia, quero ser o presidente de todos vocês, de todas as 209 federações nacionais. Viajo pelo mundo e continuarei fazendo isso. Quero trabalhar com todos vocês juntos para reerguer a Fifa em uma nova era, onde o futebol estará no centro do palco. É o momento de deixar para trás momentos tristes e de crise, de aplicar as reformas e para isso devemos implementar uma boa governança, transparência, respeito. Vamos recuperar esse respeito com muito trabalho e confirmar que podemos mais uma vez focar nesse jogo maravilhoso que é o futebol”, prometeu em seu primeiro discurso como presidente eleito.

A eleição de ontem definiu o sucessor de Joseph Blatter, que atuou como presidente da entidade desde 1998. Blatter renunciou depois que as autoridades de Justiça dos Estados Unidos e da Suíça deflagaram uma operação internacional contra a corrupção no futebol. A entidade foi obrigada a esclarecer denúncias de que seus principais dirigentes cobravam propina para negociar contratos de marketing, transmissão de jogos e a escolha dos países-sede da Copa do Mundo.

O congresso em Zurique reuniu 209 federações filiadas, das quais 207 estavam aptas a votar. As federações do Kuwait e da Indonésia estão suspensas.

 

Brasil votou em bloco com o vencedor

O presidente em exercício da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), coronel Antônio Carlos Nunes, comemorou a vitória de Infantino no pleito da Fifa. O mandatário revelou que já havia combinado voto em bloco da Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol) no ítalo-suíço.
“Nós nos encontramos com ele no Paraguai, faz um mês, na reunião da Conmebol, e ali acertamos que votaríamos em bloco com ele. Quando uma confederação se une, como a nossa, ninguém se mete com a gente”, ressaltou o coronel.
Nunes ainda ressaltou que o presidente licenciado, Marco Polo Del Nero, que é investigado por corrupção, não teve influência no seu voto.


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