Política

Janela aberta para mudar de partido

Redação DM

Publicado em 23 de fevereiro de 2016 às 02:33 | Atualizado há 1 ano

Em  17 de junho do ano passado, um dia depois de aprovar a inclusão da regra da fidelidade partidária na Constituição Federal, o plenário da Câmara acatou emenda do deputado federal Jovair Arantes, que, na contramão da fidelidade, criou a chamada “janela partidária” o troca-troca partidário. Por 317 votos sim, 139 votos não e 6 abstenções, a emenda foi aprovada em primeiro turno.

A janela partidária aberta pelo deputado federal Jovair Arantes é a porta de saída de muitos políticos nas próximas semanas. Dois tucanos encabeçam a lista. Vetados pelo partido em Goiânia, eles buscam novas opções partidárias. O primeiro é o delegado Waldir Soares. Campeão de votos pelo PSDB o deputado federal deve buscar abrigo no Pros, PR ou no Solidariedade (SDD) para garantir o direito de ser candidato a prefeito na capital. O mesmo pode ocorrer com o pastor Fábio Soares, que deve trocar o PSDB por outra legenda que lhe permita concorrer à prefeitura de Goiânia.

Em Anápolis o PSDB deve perder o deputado federal Alexandre Baldy.Preterido pelos tucanos na sucessão do prefeito João Gomes (PT),Baldy pode assinar ficha no PMN.

Na Assembléia Legislativa o presidente da Casa, Hélio de Sousa deve deixar o DEM e se filiar ao PSDB. Hélio acompanha a posição do grupo político que faz parte em Goianésia, onde o prefeito Jalles Fontoura há muito deixou o DEM por divergências com o senador Ronaldo Caiado.

Visando a sucessão de Hélio Sousa na presidência do Legislativo, o deputado Francisco Oliveira também deve se filiar ao PSDB, deixando o PHS sem representante na Casa de Leis. Com esta mesma perspectiva, Thalles Barreto cogita trocar o PTB pelo PSDB.

Dois deputados do PT estão na mira de outras siglas. Renato de Castro é cobiçado pelo PMDB que quer vê-lo candidato a prefeitura de Goianésia, enquanto o decano Humberto Aidar está na mira do PSB e do PDT. O médico Antônio Silva deixa o PDT pelo PMB, partido no qual quer ser candidato à prefeitura de Trindade, onde deve disputar contra o atual prefeito, Jânio Darrot (PSDB) e o também médico e ex-prefeito George Morais.

A REDE que havia ganhado dois deputados deve perder um. Diego Sorgato trocou o PSD pelo partido da ex-ministra Marina Silva, tendo sido acompanhado nesta movimento pelo seu colega de PSD, Lissauer Vieira. Sorgatto deve ser candidato em Luziânia, e Lissauer, em Rio Verde, mas vai disputar por outro partido, que deve está o PP. Claudio Meirelles, que disputou a maioria de suas eleições pelo PR, tem interesse em se filiar ao PTC, partido que já controla na capital.

Em Aparecida de Goiânia o deputado estadual Marlúcio Pereira está deixando o PTB e deve abrigar-se no PRB. O ex-deputado e vice-prefeito Ozair Jose, que no começo do ano deixou o PT para se filiar ao PSDB agora vive um dilema: com a filiação do professor Alcides Ribeiro à legenda, o espaço ficou congestionado para sua candidatura à sucessão do prefeito Maguito Vilela (PMDB). Tanto Ozair, quanto Alcides, garantem que têm apoio do governador Marconi Perillo (PSDB), mas como nem um nem outro quer ceder a vez de ser candidato, a tendência é de que um deles deixe a sigla. E neste caso, a corda pode se partir para o lado de Ozair.

Na Câmara Municipal de Goiânia muitas mudanças devem anteceder o período eleitoral. O vereador Djalma Araújo trocou o PT pelo Solidariedade, mas está fechado com a Rede. A vereador Cida Garcêz, que trocou o PSB pelo Solidariedade agora assina ficha com o PMB. Na base do prefeito Paulo Garcia (PT) o vereador Mizair Lemes (PMDB) entabula entendimentos com o PP. O Grupo Moderado deve sofrer mudanças. Os vereadores que estão filiados ao PSL analisam o quadro. Zander Fábio, Antônio Uchôa e Jorge do Hugo estão filiados ao PSL, mas nem todos devem estar na mesma legenda nestas eleições.

De olho na presumível votação do radialista Jorge Kajuru, o vereador Milton Mercêz se filiou ao PRP, que em Goiás tem como representante o deputado estadual Major Araújo. Junto com Mercêz entraram no PRP o ex-vereador Saulo Furtado, que tem expectativa de voltar à Câmara de Goiânia com na esteira da votação de Kajuru, que na última eleição teve mais de cem mil votos para deputado federal – a maioria deles em Goiânia -, mas não foi eleito por falta de legenda.

O último prazo para o troca-troca de partidos é 18 de março. Até lá, de olho nas prefeituras, deputados, vereadores e candidatos, prosseguem em intensas negociações para escolher em qual projeto estarão conectados.

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