Cotidiano

Saques, furtos, vandalismo e profanação

Redação DM

Publicado em 21 de fevereiro de 2016 às 00:11 | Atualizado há 1 ano

Os manifestantes que ocupavam o Instituto de Educação de Goiânia (IEG), desde o dia 12 de dezembro, saíram do prédio na noite de sexta-feira e deixaram um rastro de destruição para trás. Moradores vizinhos ao tradicional colégio informaram que os manifestantes estavam abandonando o local e jogaram as chaves na entrada.

 

A desocupação foi feita de forma voluntária, sem a presença de representantes da Secretaria Estadual de Educação ou da direção da escola, apesar de haver uma ordem judicial para que fosse feita a desocupação forçada. “Além do saldo de depredação e objetos furtados foram deixadas mensagens fazendo graves ameaças”, narrou a diretora da unidade, Luciana Teles.

Após serem informados que os ocupantes haviam se retirado do IEG membros da direção e da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto (Seduce) foram para o local e inventariaram o que foi deixado pelos manifestantes. “Levaram dinheiro que os funcionários haviam juntado para comprar novos uniformes, toda a documentação da escola e cheques de pagamentos”, explicou a diretora Luciana. Além disso, um saldo de bens materiais que desapareceram foi descrito.

De acordo com o subsecretário Metropolitano, Marcelo Ferreira, o laboratório de informática do IEG havia acabado de receber 47 máquinas novas para instalação quando a unidade foi ocupada. “Os poucos computadores que permaneceram nós os encontramos danificados”, observou.

 

Uma vistoria preliminar apontou a ausência de mais de 50 computadores, além de três aparelhos de ar condicionado (24.000 Btus), cinco equipamentos completos para data-show, cinco notebooks, modem, três impressoras, máquina fotográfica, filmadora, utensílios da merenda escolar, cheques, dinheiro, documentos oficiais da escola, além de centenas de conjuntos do aluno (cadeiras e mesas).

 

Ameaça

“Mas o que eu acho mais complicado é a ameaça que me deixaram e que é extensiva à escola em cima da mesa. Disseram que desocuparam, mas que vão retornar e que ficássemos espertos, porque aqui eles mandam”, lamentou a diretora que teme sofrer violência.

Não bastasse a violência da depredação, das ameaças, do furto e do vandalismo praticado os ocupantes do IEG acharam por bem profanar uma imagem sacra que está no colégio desde 1956. Trata-se de uma imagem de Nossa Senhora das Graças, padroeira da escola e que foi doada há quase 50 anos. O manto tradicional da imagem, na cor azul, foi pintado pelos profanadores com uma tinta preta.

Antes de se retirarem os vândalos deixaram suas digitais, como um pretenso movimento “Ocupa Brasil” e no pátio do IEG é visível uma pichação com os dizeres “Salve Vandalismo”.

 


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