Brasil

Um bem chamado amor

Redação DM

Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 22:52 | Atualizado há 10 anos

Amor significa entregar-se a alguém de corpo, alma e coração, e difere da paixão, que é vista como sentimento efêmero, passageiro. São sentimentos bem distintos e que geram muito abalo emocional, principalmente quando não há a correspondência da parte amada, sendo configurada assim a triste situação: amar, sem ser amado.

A paixão não equivale ao amor, a primeira é egoísta, chega por vezes a ser possessiva, sem limites, sem controle; o segundo é companheiro, amigo, namorado, amante, enfim é a entrega a alguém de olhos fechados,pois o outro também está disposto não só a doar, como também a receber.

Porto seguro e sem egoísmo, sem maldades,assim é o amor. Sentimento sublime, que nada espera de troca, apenas contempla.

Quem dera se todos pudessem ser agraciados com tão humilde sensação!

Os verdadeiros amores se completam e possuem um ímã que os leva a entender as opiniões e divergências um do outro, sem imposição de idéias, sem pernas para vigiar um ao outro,sem olhares voltados para a desconfiança.

Tranquilidade, segurança e também discussões englobam um cenário esperado por muitos e nem sempre conseguido por quem  o almeja.

Inegável é o fato de que as pessoas para serem amadas devem em primeiro lugar se amarem, ter a estima elevada,não se entregarem de uma vez e de forma impulsiva a quem acabaram de conhecer. As saídas, as baladas de fim de semana são uma ótima oportunidade para conhecer alguém e saber agir com a razão ,para haver seletividade e não impulsividade.

E a felicidade reside em nós para ser complementada pela famosa cara metade. Atribuir toda a responsabilidade ao outro é agir de forma equivocada. Antes de querer que alguém nos faça feliz é de suma importância indagarmos se nós também fazemos o outro feliz. Essa tarefa é do casal, que divide, partilha e compartilha a vida juntos, sejam os casados ou as pessoas que convivem em união estável, os chamados namoridos. Há sem dúvidas relação de compromisso,em que cada parte o assume de forma igualitária.

A racionalidade também é um componente essencial, ela é o equilíbrio entre o mundo de alguém e o de outrem, que se juntam tendo-se por alicerce o amor, transformando esses dois mundos em um só,mas com características próprias.

O respeito e a cooperação são também outras maneiras de se manter o amor,para quem já o encontrou. Tal qual uma planta que necessita ser regada, cuidada.

Pensemos pois no amor como nobre sentimento, como algo universal. Amor pelos pais, filhos, maridos, esposas, netos, sobrinhos, amigos. Se no mundo houvesse mais pessoas que desenvolvessem o amor ao próximo,com certeza, toda sociedade teria paz, viveria melhor!

 

(Kelly Lisita Peres, advogada e professora universitária, pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal, Direito Civil e Docência Universitária)

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