Governo corta R$ 23,4 bilhões do Orçamento; país tera queda de 2,9% no PIB
Redação DM
Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 19:30 | Atualizado há 10 anos
O Brasil terá que se segurar caso realmente tenha interesses em apresentar crescimento econômico. Após coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, em Brasília, o ministro Valdir Simão (Planejamento e Orçamento) anunciou cortes de R$ 23,4 bilhões no Orçamento de 2016.
O mais grave, entretanto, é o anúnico referente à queda do Produto Interno Bruto (PIB): o ministro assumiu contração de 2,9% para PIB neste ano. Antes desta previsão, a estimativa era bem menor, de 1,9%.
Os ministros Nelson Barbosa, da Fazenda, e Valdir Simão, do Planejamento, Orçamento e Gestão, participaram do anúncio da programação orçamentária.
O Governo Federal também assumiu que a inflação deve ficar acima de 7,10% – antes a administração previa 6,47%.
Os cortes atingiram as áreas de forma distinta. Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) receberam cortes de R$ 4,2 bilhões.
Por sua vez, a saúde terá cortes de R$ 2,5 bilhões. Já o orçamento da educação foi reduzido para 1,3 bilhão.
BASES ELEITORAIS
Um dos medos do Governo Federal diz respeito aos cortes de R$ 8, 1 bilhões nas emendas parlamentares – recursos destinados ao deputados federais e senadores para que indiquem ações e obras em suas bases eleitorais.
No último dia 12, a equipe econômica havia limitado os gastos obrigatórios no primeiro trimestre a 3/18 do estimado para 2016. Caso não houvesse corte, a despesa de janeiro a março totalizaria R$ 23,1 bilhões, o equivalente a 3/12 do Orçamento total.
Os ministros afirmaram que o governo fez o contingenciamento para tentar obter superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
O percentual representa R$ 30,5 bilhões, sendo R$ 24 bilhões do Governo Central, cujas contas são formadas pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central.