Economia

Volume de lançamentos de imóveis no ano passado foi 19,3% inferior a 2014

Redação DM

Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 07:35 | Atualizado há 10 anos

Indicadores da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)-Fipe referentes ao último trimestre de 2015 registraram um recuo de 29,6% face ao mesmo período de 2014, com 17.794 unidades lançadas. No acumulado do ano de 2015, os lançamentos totalizaram 59.778 mil unidades, volume 19,3% inferior ao total lançado em 2014.

Entre outubro e dezembro de 2015, houve uma retração da ordem de 19,8% na comparação com as vendas do último trimestre de 2014, com 25.648 unidades vendidas. No ano, as vendas do setor totalizaram 108.906 mil unidades que acumularam uma queda de 15,1% frente ao volume vendido ao longo do ano anterior.

Segundo dados das 19 empresas participantes do levantamento, no último trimestre de 2015, foram entregues 31.286 unidades. Este patamar representa uma redução de 39,2% em relação ao total de unidades entregues ao longo do terceiro trimestre de 2014. Já no comparativo anual, as entregas totalizaram 126.804 mil unidades, número 25,3% inferior ao observado ao longo de 2014.

O mercado continua ajustando a demanda devido ao cenário econômico, que tem gerado uma baixa confiança dos potenciais compradores e dos empreendedores. Em 2015, o mercado vendeu 82% a mais do que lançou.

“Os lançamentos estão mais restritos por todo o cenário, vemos diminuição nas vendas, mas num patamar mais alto do que a quantidade lançada. Por isso, há uma resiliência na demanda”, explica Renato Ventura, vice-presidente-executivo da Abrainc.

Para Eduardo Zylbertajn, economista da Fipe, o ano de 2015 se caracterizou por uma forte retração nos lançamentos, movimento que se justifica pela conjuntura desafiadora de nossa economia. “Mas chama muito a atenção o fato de as vendas terem sido quase o dobro do que a oferta de novas unidades.”

DISTRATOS AUMENTARAM 20,2%

O levantamento revela ainda que os distratos acumularam 12,9 mil unidades no último trimestre de 2015, alta de 20,2% frente ao número de unidades distratadas no mesmo período de 2014. Por outro lado, em termos relativos, houve um recuo na proporção distratada das vendas até dezembro de cada ano: entre outubro e dezembro de 2014, com 2,4% das vendas distratas até dezembro daquele ano. Em 2015, este percentual foi de 0,1%.

Se considerados os distratos em proporção às vendas por safra de lançamento, as unidades vendidas no primeiro trimestre de 2014 apresentam a taxa de distratos mais elevada da série histórica (16,8%).

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia