Brasil

A verdade destrói sua ilusão

Redação DM

Publicado em 18 de fevereiro de 2016 às 23:54 | Atualizado há 10 anos

Apegos emocionais impedem a humanidade de evoluir.

A triste condição humana de se prender a situações, condições, eventos, pessoas, objetos, conceitos, ideologias e sensações os torna escravos de si mesmos, prisioneiros dentro de um moribundo corpo viciado em sentimentos cíclicos periódicos que precisam se alimentar sempre dos mesmos estímulos para manter o ciclo de decadente dependência químico-emocional experienciado por aquele padrão de ação que mantém ativa essa fórmula biológica criada por esse estímulo específico.

Em outras palavras as pessoas se viciam a si mesmas com apegos, se apegando ao que quer que seja. Esses apegos trituram literalmente a capacidade cognitiva das pessoas de pensar, meditar, refletir, analisar, raciocinar. Quanto mais forte a ligação química de apego mais distante a pessoa está de raciocinar como humano e mais próxima a pessoa está de ser um simples animal instintivo e irracional.

A consciência, sendo como é, já comprovadamente, a base primária da existência, e, também, sendo como é, já comprovadamente, a centelha e a fonte da vida, é a única responsável pela posição e velocidade exata dos átomos. Em essência é exato dizer que a consciência determina a realidade e a realidade é a única, lógica, válida e comprovável verdade existente.

Visto que a consciência humana vagueia em hipóteses, conjecturas, suposições, presunções e deduções então a consciência humana cria novas conexões neurais desnecessárias e até mesmo bizarras, visto que a consciência determina a posição e velocidade dos átomos, então os cérebros da maioria estão com os átomos das conexões neurais direcionados e condicionados para irrealidades que eles gostariam que fossem reais e que eles lutam para que continue sendo real, pelo menos internamente, devido à demanda de descarga hormonal exigida pelos peptídeos das células do corpo dessa pessoa que já criou conexões neurais psicóticas, longe da realidade, e já produziu descargas hormonais suficientes para condicionar e viciar os peptídeos de suas células a receber aquele estímulo e proporcionar aquela sensação, e de um determinado ponto em diante são os peptídeos quem exigem do cérebro mais daquela descarga hormonal específica para alimentar seu vício por aquela sensação ou emoção específica.

Dessa forma o próprio sistema biológico da pessoa fica alterado, trabalhando num regime de produção e absorvição de enzimas biológicas que não condizem com a realidade. Em resumo, a pessoa passa a viver no mundo da ilusão, da fantasia, onde os apegos pessoais desse cidadão passam a ser mais verdadeiros para ele do que a realidade, já que é o que ele sente e o que ele sente pra ele é real internamente então aquela é a realidade dele e então o mundo só pode estar errado. Assim surge uma das frases mais ridículas que existe: “cada um tem sua verdade pessoal”.

Assim passa-se a ignorar a realidade e exigir que o mundo exterior se harmonize com a produção doentia de hormônios interna que a pessoa vem sofrendo por puro condicionamento biológico do ciclo vicioso de enzimas, proteínas, aminoácidos e hormônios internos que a própria pessoa desregulou ao ficar pensando, meditando, mentalizando e desejando que algo irreal fosse real.

O doente emocional com a doença da ilusão passa a viver num mundo paralelo, no mesmo mundo real de todos, fisicamente, participando das mesmas necessidades fisiológicas e sociais básicas, mas sempre sentindo internamente aquela necessidade de sentir aquelas mesmas sensações provocadas por aqueles mesmos estímulos, num ciclo vicioso que pode muito bem ser comparado a um usuário de crack. Um dependente químico que depende da produção de hormônios causada por um posicionamento errado de neurônios no cérebro do doente emocional que vive de ilusões.

A maioria dos que sofrem dessa dependência química logo se recuperam, passam a pensar e raciocinar e voltam à realidade (por exemplo, com a morte de alguém muito querido a maioria das pessoas vai aceitando conscientemente a realidade da ausência do ente querido e vai adaptando assim as posições dos neurônios para novas posições e novas ligações de sinapses condizentes com a nova realidade, produzindo assim novas dosagens de hormônios também condizentes com a nova realidade e adaptando o condicionamento dos peptídeos celulares para a recepção de novas dosagens hormonais e assim em poucas semanas ou poucos meses podemos dizer que essa pessoa aceitou a verdade e se adaptou para a nova realidade, ou seja, se desintoxicou quimicamente daquele padrão químico anterior para novas dosagens hormonais condizentes com a verdade, com a nova realidade), por outro lado temos o dependente químico, viciado em crack hormonal, que não aceita a verdade, que não aceita a realidade, que não aceita que vai ter que deixar de usufruir daquela descarga hormonal química diária, que é tão agradável para ele, que o faz tão bem: é um viciado químico, um doente, que prefere ficar louco, fazer papel de idiota, dar chilique, exigir que o mundo mude para agradá-lo e até tentar interferir na realidade para que ele volte a sentir aquele estímulo hormonal que ele produziu com o círculo vicioso químico-biológico de padrões internos que ele mesmo criou com a insanidade doentia dele de não aceitar a verdade.

Dessa forma coisas mais do que óbvias se tornam batalhas épicas, porque a maioria é viciada em crack hormonal, seus peptídeos pedem mais e mais todos os dias e essa pessoa não aprendeu a pensar, só aprendeu a sentir, o negócio dessa pessoa é só sentir, sentir, sentir, pensar não importa, raciocinar é perda de tempo, o que importa pra esse doente dependente químico é só sentir…

É exatamente esse mecanismo bioquímico que explica porque a maioria vive na ilusão e não aceita a realidade. É exatamente essa engrenagem química que determina a diferença entre as pessoas inteligentes e as pessoas burras. É essa estrutura biológica que separa os vitoriosos dos fracassados e é justamente a habilidade, a velocidade e a facilidade de adaptação química que mostra quem é humano, consciente e racional e quem é animal, instintivo e irracional.

A batalha da argumentação entre a única e absoluta verdade universal, que são as leis da mecânica quântica/judaísmo contra as consciências impregnadas de ilusões de dependentes químicos viciados em estímulos instintivos irracionais é dolorosa, porque força a pessoa a passar por uma desintoxicação química interna, uma abstinência forçada que não só priva a pessoa de sua droguinha diária como envergonha o viciado ao mostrar pra ele que ele sempre esteve errado em se apegar a sentimentos alimentados por drogas cerebrais injetadas direto na corrente sanguínea ao invés de aceitar a única e absoluta verdade universal. É uma ressaca moral devastadora, uma surra química interna traumatizante a pessoa perceber que sempre se apegou a ilusões e irrealidades por dependência química condicionada por preguiça de pensar, e de repente perceber que também têm a capacidade de pensar, de raciocinar, que não é um animal, irracional, instintivo, mas que seus pensamentos forçam seus neurônios a abandonar as sinapses contraditórias e a criar novas sinapses harmoniosas produzindo assim novas dosagens hormonais que agridem seus peptídeos viciados no padrão hormonal anterior ilusório.

O choque de realidade é traumático, a maioria não suporta a ideia de abrir mão de sua dependência química em troca de aceitar a verdade porque isso vai forçar a pessoa a pensar, e pensar dói porque vai forçar os neurônios da pessoa a abrir mão das ligações de sinapses ilusórias para criar novas sinapses que condizem com o fluxo lógico de raciocínio em harmonia com a verdade.

Portanto, a verdade dói, a dúvida corrói e a mentira destrói e quem não aceita a verdade morre na mentira de suas ilusões internas e não passa de um viciado, animal, instintivo e irracional.

Por essa simples reflexão fica fácil perceber o quanto a humanidade ainda precisa evoluir, porque uma tarefa tão simples como pensar e aceitar a verdade para muitos é um sacrifício tão imenso que preferem matar ou morrer do que aceitar a verdade.

É por isso que os doentes emocionais usam muito a frase: “eu não acredito nisso”, “eu não aceito isso”, “essa é a minha opinião e eu nunca vou mudar”, “cada um tem seu ponto de vista”, “cada um tem sua verdade pessoal”, e tantas outras frases ridículas sem sentido que só demonstram sua irracionalidade e sua preguiça e medo de pensar para não ter que encarar a realidade e aceitar a única verdade absoluta universal.

Em 1 Samuel 12:20-21 está escrito: “Portanto, Samuel disse ao povo: ‘Não tenhais medo. Vós é que fizestes todo este mal. Somente não vos desvieis de seguir a Jeová, e tendes de servir a Jeová de todo o vosso coração. E não vos deveis desviar para seguir as irrealidades que não são de proveito e que não livram, porque são irrealidades.’”

 

(André Luís Neto da Silva Menezes, pseudônimo: Tiranossaurus Rex – publicitário, inventor, filósofo, músico, integrante da Royal Society Group, membro da Confederação Brasileira de Letras e Artes e vice-presidente da Associação Canedense de Imprensa – [email protected])

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