Política

CPI para investigar cartel do leite

Redação DM

Publicado em 12 de março de 2016 às 21:40 | Atualizado há 10 anos

O líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado José Nelto iniciou a coleta de assinaturas para criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a existência de um possível cartel na indústria do leite em Goiás.

José Nelto antecipa alguns dados e questionamentos para justificar a investigação. Segundo ele, o preço do produto industrializado é combinado entre as grandes indústrias, a exemplo do valor pago aos fazendeiros. “Hoje – destaca -, o produtor recebe entre 75 centavos e 1 real pelo litro de leite. Após passar pela usina de processamento, o produto é comercializado por até 3 reais. É por isso que o Estado de Goiás perdeu a condição de segunda maior bacia leiteira e figura hoje como quarto colocado.”

Para o deputado, a indústria do leite está sendo beneficiada também com um imposto bem abaixo do mercado, de apenas 3% de ICMS, mas não oferece nenhum benefício de contrapartida. “Muito pelo contrário, o que existe é um cartel bastante forte, igual ao cartel dos combustíveis.”

Transporte intermunicipal

O presidente da CPI do Transporte Intermunicipal, deputado Humberto Aidar (PT) deputado Humberto Aidar faz avaliação positiva dos trabalhos. A CPI vai ouvir o ex-procurador do Estado Jesus Alves Freire, que conhece a realidade do transporte intermunicipal e poderá colaborar, segundo requerimento de autoria do relator, deputado Talles Barreto (PTB).

Segundo Humberto, Talles Barreto se aprofundou no tema, foi para dentro da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), Tribunal de Contas do Estado, e até das empresas, para apontar um caminho para regularização dos problemas do setor.

Sobre a última reunião, Humberto Aidar disse que o levantamento foi altamente produtivo e várias questões importantes foram levantadas, como as reclamações dos próprios empresários, e, ainda, de representantes de pequenas cidades onde os ônibus não passam. “São as chamadas linhas deficitárias, as empresas possuem essa deficiência. A AGR se preocupa em chamar pequenas empresas para firmar parceria para cobrir esses trajetos, beneficiando os cidadãos desses locais. Entendo que a CPI está colaborando”, disse.

Sobre os compromissos firmados, Humberto declarou que a Comissão confia no trabalho do presidente da AGR, Ridoval Darci Chiareloto, que garantiu que todas as linhas deficitárias terão ônibus completos num prazo máximo de seis anos, respeitando Estatuto do Idoso. Segundo ele, haverá mais horários de circulação com aumento no número de veículos, com total atendimento ao usuário. “Se isso acontecer, nós da Assembleia teremos dado, através da CPI, uma importante colaboração especialmente para quem usa esse tipo de transporte”, completou o presidente Humberto Aidar.

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