Política

Iris não garante que disputará prefeitura

Redação DM

Publicado em 8 de fevereiro de 2016 às 22:41 | Atualizado há 10 anos

O ex-prefeito Iris Rezende afirmou ontem que não tem uma decisão sobre se irá disputar as eleições para a prefeitura de Goiânia em outubro. “Eu ainda não estou cogitando isso. Tenho que ser muito cauteloso para tomar decisões políticas.” Em entrevista, logo após chegar à sede do diretório estadual do PMDB, ontem, para participar da convenção, Iris disse que a população de Goiás e de Goiânia e o partido não podem se queixar dele, já que nunca deixou a legenda, no passado, sem candidato. “Quando não tinha candidato eu chegava a largar ministério e vinha para disputar o governo e deixei a prefeitura uma vez para disputar o governo”, pontuou.

Além da indefinição sobre o pleito, Íris sugeriu que jovens líderes do partido tomem frente e abram seu espaço político na sigla. Aos 82 anos, o ex-prefeito destacou os principais cargos que ocupou ao longo da carreira e deu a entender que a jornada dele na política está chegando ao fim. “Eu tenho procurado abrir espaço e colocado a juventude na frente. Os jovens têm que agir como eu agia quando era jovem. Fui eleito prefeito com 31 anos de idade, vereador com 24 e 25, deputado com 28. Então nós temos que botar a juventude para participar, assumir liderança. Tudo tem um limite na vida e acho que o meu está chegando”, declarou.

Iris Rezende frisou que se manteve neutro na disputa entre Daniel Vilela e Nailton de Oliveira pela presidência do diretório do PMDB.“Procurei me manter numa posição de conselheiro. Espero que o partido tenha juízo suficiente para realizar a convenção e que, após a convenção, aqueles que disputaram se unam colocando o partido em primeiro lugar”, declarou Iris.

O ex-prefeito chegou ao diretório acompanhado da esposa e ex-deputada federal, Iris de Araújo, e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. À imprensa, Iris disse enxergar como “salutar” a disputa entre chapas em detrimento da eleição consensual. “Eu já disputei algumas vezes o diretório e a cada disputa o partido se agigantava, porque é uma demonstração de que o partido não está acomodado, de que tem lideranças querendo ocupar posições. E isso é salutar”, ponderou.

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