Brasil

A reforma do Estado anunciada

Redação DM

Publicado em 7 de fevereiro de 2016 às 21:54 | Atualizado há 10 anos

A reforma do Estado anunciada pelo ministro do Planejamento, Valdir Simão, baseada em quatro pilares – desburocratização, reorganização administrativa, fortalecimento da gestão e do controle e gestão da qualidade do gasto público – é tardia, mas bem vinda. Como diz aquele ditado: “Antes tarde do que nunca”, por isso estamos na torcida para que ainda nesse governo, pela graça de Deus, nosso País retome os trilhos do desenvolvimento.

Particularmente, acredito que as medidas anunciadas com relação aos programas sociais podem dar certo, desde que sejam adotadas com bom senso e sabedoria. Se realmente conseguir tirá-los do chamado “piloto automático” conseguirá, pelo menos, reforçar os mais eficazes.

Numa coisa o ministro Valdir Simão está certo: é preciso realmente fazer uma detida avaliação para verificar a qualidade de cada programa, até porque isso é necessário para aperfeiçoar e fazer o orçamento seguinte do programa refletir as suas necessidades. Também acertou na mosca quando disse que o governo não pode ficar ligado no piloto automático e simplesmente colar a gestão orçamentária, até porque fechou 2015 com um déficit de R$ 115 bilhões, o maior desde sempre.

Acredito, sinceramente, que aprovar a CPMF e a DRU (Desvinculação de Receitas da União), bem como medidas do lado da despesa e da organização do Estado, não vai somar em nada. A questão da reforma da Previdência pode, sim, ser discutida, mas desde que não venha prejudicar mais ainda o trabalhador assalariado.

Essa ideia de cortar 22 mil cargos comissionados é boa e precisa ser colocada em prática com urgência, ao exemplo do enxugamento da máquina administrativa de modo geral. Outra coisa que necessita ser feita com urgência, urgentíssima, é atacar a qualidade do gasto, com o devido fortalecimento da gestão e do controle. O governo precisa, sim, adotar na gestão pública programas de “compliance”, ao exemplo dos que estão adotados no setor privado. Precisamos estar atentos e unidos para evitar que nosso País caia de vez na bancarrota!

 

(Eduardo Genner de Sousa Amorim, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (SECEG) e da Federação dos Trabalhadores no Comércio nos Estados de Goiás e Tocantins (FETRACOM))

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