Política

‘É preciso reduzir o tamanho do Estado’

Redação DM

Publicado em 6 de fevereiro de 2016 às 01:36 | Atualizado há 10 anos

 

  • Titular da Segplan analisa cenário econômico mundial adverso
  • Gestor diz que a saída de Eduardo Cunha é quase um ‘consenso’
  • Economista aprova a gestão compartilhada com OSs na Educação
  • Thiago Peixoto afirma que Goiás faz parte do Brasil que dá certo

 

É preciso reduzir o tamanho do Estado, no Brasil, afirma com exclusividade ao Diário da Manhã o secretário de Gestão e Planejamento de Goiás, o economista de 41 anos de idade, Thiago Peixoto da Silveira. Áreas que não seriam mais consideradas estratégicas para o desenvolvimento devem ser repassadas ao mercado, avalia. O titular da Segplan faz uma análise fria do cenário econômico mundial adverso. Cáustico, ele frisa que há, hoje, no País, um déficit de quadros públicos, de gestores, de lideranças políticas. A saída de Eduardo Cunha [PMDB-RJ] da presidência da Câmara dos Deputados é quase um consenso, observa. Animado, Thiago Peixoto, sempre com um sorriso no rosto, conta como Mangabeira Unger contribuiu para a formação do Consórcio Brasil Central e destaca que o Estado de Goiás, apesar da crise nacional, faz parte do Brasil que dá certo.

Perfil

Nome completo: Thiago Mello Peixoto da Silveira

Partido: PSD

Cargo: Secretário de Estado de Gestão e Planejamento

Formação: Economia na PUC-SP

Pós-graduação: na Universidade da Califórnia em Finanças e Gerenciamento de Projetos

Observação: É deputado federal licenciado

 

“O Estado de Goiás adotou uma agenda de superação.Ela possui três pilares: ajuste fiscal, Inova Goiás e Goiás Mais Competitivo”

Thiago Peixoto,Secretário de Gestão e Planejamento

 

Leia a íntegra da entrevista:

 

  • Cenário mundial

O cenário econômico internacional começou a se complicar já no segundo semestre do ano de 2015. Com a desaceleração econômica da China, a crise do petróleo… O Brasil não aponta saídas estratégicas para sair da crise. O Brasil, podemos afirmar, vive, hoje, o que seria uma tempestade perfeita: crises política e econômica.

 

  • Saídas para a crise

Existem saídas, sim.  Mas para que isso ocorra é preciso ter liderança. Há, hoje, um déficit de liderança

 

  • Eduardo Cunha

É quase que um consenso. Eduardo Cunha [Envolvido na Operação Lava-Jato] não tem as condições políticas para permanecer na presidência da Câmara dos Deputados.

 

  • Crise em Goiás

O Estado de Goiás faz parte do Brasil que dá certo. Mas não é uma ilha isolada do Brasil. O Estado sofreu os desacertos na política macroeconômica [do governo federal].

 

  • Medidas adotadas

O Estado de Goiás adotou uma agenda de superação. Ela possui três pilares: ajuste fiscal, o Inova Goiás e o Goiás Mais Competitivo.

 

  • Desgastes com o funcionalismo

Qual governador de Estado não queria dar mais aumento e benefícios aos servidores públicos?

 

  • Servidores públicos

A crise financeira e com o funcionalismo não é específica do Estado de Goiás mas de todo o Brasil.

 

  • Finanças Públicas

As finanças públicas estão equilibradas.

 

  • Máquina pública

É preciso reduzir o tamanho do Estado. Ele, hoje, desempenha funções que não seriam mais estratégicas para o desenvolvimento.

 

  • Áreas não-estratégicas

Antes, era necessário o Estado possuir uma geradora e distribuidora de energia. Hoje, existem grupos econômicos que podem assumir esse papel. Para não sobrecarregar o contribuinte, onerar a população, cabe ao Estado a função de regular o preço e a qualidade dos serviços prestados. É o caso do Programa de Desestatização da Celg [Companhia Energética de Goiás]. Além do Programa de Desmobilização do Estado. Ativos, como áreas públicas, que podem ser vendidas e gerar investimentos.

 

  • Inovação

O Estado deve ter uma agenda de inovação e competitividade.

 

  • Economia do presente

A economia do presente tem como vetor para o futuro a inovação e a competitividade. O Estado deve se tornar, no mercado mundial, mais competitivo e oferecer qualidade de vida aos cidadãos. Com mais avanços sociais nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública.

 

  • Organizações Sociais

Goiás foi o Estado que mais avançou em qualidade na Educação. Mas nós chegamos ao limite. Para continuarmos avançando é preciso construir um novo modelo. Com Organizações Sociais e gestão compartilhada. Para produzir avanços.

 

  • OSs na Saúde

Houveram avanços significativos na prestação dos serviços com qualidade na área de Saúde.

 

  • Concursos públicos

até 2018

Concursos públicos fazem parte da agenda, mas dada ao ajuste fiscal, há cautela nessa direção.

 

  • Eleições em Goiânia

O PSD terá nome próprio na eleição à Prefeitura de Goiânia.

 

  • Opções

O PSD apresenta, hoje, duas opções: a do deputado estadual Virmondes Cruvinel e a do ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia e mestre em Urbanismo Francisco Júnior. Os dois possuem visões modernas e empreendedoras para a Capital do Estado.

 

  • Thiago Peixoto em 2016

O meu nome está descartado na eleição à Prefeitura de Goiânia.

 

  • Base aliada

A tendência, nas eleições à Prefeitura de Goiânia em 2016, é de a base aliada sair com múltiplos candidatos.

 

  • Eleições de 2018

É diferente. A base aliada sairá unificada para as eleições ao Governo de Goiás.

 

  • Casa Verde

José Eliton é o nome natural para o governo do Estado, em 2018.

 

  • Governo ou Senado

Federal

Vilmar Rocha é opção tanto para o Governo de Goiás quanto para o Senado.

 

  • Chapa majoritária O PSD deve estar presente…

 

  • Socialismo em Goiás

Lúcia Vânia agregou um novo partido à base aliada. [ Thiago Peixoto refere-se ao Partido Socialista Brasileiro, PSB]. É natural que ela dispute a reeleição.

 

  • Ameaça à hegemonia do Tempo Novo?

Ronaldo Caiado tem história que merece respeito. Mas nós representamos um grupo político que possui condições de continuar a executar esse projeto político.

 

  • Presidência da República

O governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, é reconhecido nacionalmente por sua capacidade de gestão e por suas ações políticas ousadas. Único governador, com pouco mais de 50 anos, eleito quatro vezes para o cargo. Ele está preparado para qualquer desafio nacional.

 

  • O que o senhor

anda lendo?

Elon Musk – Um empreendedor do Vale do Silício. Ele desenvolveu projetos inovadores, como o Paypal. É autor de projetos e dirige uma empresa que fabrica carros elétricos com elevado padrão de excelência, com motor, conforto, não-poluente. Mais: ele tem uma empresa a Space X para explorar o espaço… Trata-se de um novo Steve Jobs. Em busca de soluções e de ideias inovadoras que possam nos inspirar em Goiás.

 

  • Agenda nacional

Em 2014, fiz uma visita à Universidade de Harvard, Estados Unidos, e conversei com Mangabeira Unger. Ele acredita que o Centro-Oeste deveria atuar em bloco e incluir os estados de Tocantins e de Rondônia. Quem teria condições de liderar esse processo era Marconi Perillo. Mangabeira Unger veio a Goiás e lançou a ideia. Nasce, então, o Fórum de Governadores do Brasil Central e o Consórcio Brasil Central. Ele quebra a lógica do federalismo brasileiro. Uma nova instância para parceria entre os Estados. De formulação e de execução de políticas públicas. É única no Brasil. Inovador, pioneiro… Marconi Perillo foi escolhido presidente.

 

  • Impeachment

Não se trata simplesmente de ser contra ou a favor do impeachment da presidente. Não é um processo simples. Trata-se de uma questão complexa e delicada. É um processo legal, mas também é político. É preciso que ocorra a apuração criteriosa dos fatos pelas instâncias competentes. Em caso de verificação de irregularidades nas ações da presidente, daí vai se avaliar se ela tem condições de seguir no mandato.

 

  • Vilmar Rocha

Defendo o nome do deputado Vilmar Rocha para disputar um cargo majoritário pelo PSD, especialmente o de senador. Ele tem histórico político e demonstrou, em 2014, ter potencial para disputar uma vaga para o Senado Federal. Além disso, demonstra no dia a dia todo o comprometimento com o governo e com a base aliada.

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