Conselho de Segurança vai supervisionar cessar-fogo na Colômbia
Redação DM
Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 05:50 | Atualizado há 11 anosBOGOTÁ – O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta segunda-feira a criação de uma missão de observadores internacionais para supervisionar o desarmamento segundo os termos de um acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. A iniciativa será instalada em oito zonas do país, segundo o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, que não especificou as áreas escolhidas para atuação.
O conselho de 15 membros adotou de forma unânime o projeto apresentado pelo Reino Unido, que pedia o estabelecimento de uma missão política que acompanhasse o processo, por um período de 12 meses, para controlar e verificar o cessar-fogo bilateral definitivo e a entrega das armas. A missão será integrada por observadores desarmados, que se encarregarão de vigiar o abandono dos armamentos e farão parte do mecanismo tripartido:
— O monitoramento será feito por três componentes, mas a verificação, o veredito sobre se houve ou não violações ao cessar-fogo, corresponde ao componente internacional — esclareceu de la Calle.
O governo da Colômbia e as Farc concordaram semana passada em pedir ajuda à ONU para conferir o desarme do grupo rebelde, decorrente das negociações de paz que deram fim ao conflito de cinco décadas. Mais de 220 mil pessoas morreram na guerra. Desde julho do ano passado, a guerrilha paralisou em 90% as investidas armadas no país, informou de la Calle.
A resolução do Conselho de Segurança pede ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, para apresentar recomendações detalhadas para uma missão desse porte e a aprovação do projeto dentro de 30 dias depois da assinatura do acordo de paz.
A vontade dos guerrilheiros de fazer o pedido em parceria com o governo central foi entendida como um sinal de progresso para as negociações de paz. O presidente Juan Manuel Santos, cuja plataforma de reeleição de 2014 focava o fim do conflito, já havia dito ano passado que faria essa solicitação à ONU.