Economia

Recado do JPMorgan a seus executivos: descansem no fim de semana

Redação DM

Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 03:30 | Atualizado há 10 anos

NOVA YORK – Em um negócio no qual bônus multimilionários estão em jogo, como é o caso dos bancos de investimento, não são raros os profissionais que exageram na carga horária e cumpram jornadas de 100 horas semanais. Mas há um movimento entre essas instituições para tentar amenizar isso. E nesta quinta-feira o JPMorgan se juntou a outros bancos de Wall Street e recomendou a seus executivos algo que pode parecer normal em outras profissões: descansar nos fins de semana.

Isso, claro, se eles não estiverem envolvidos com algum grande negócio. A iniciativa, batizada de “Pencils Down” (algo como “abaixe o lápis”, em tradução livre) valem para todos da unidade de investimento do JPMorgans, de analistas aos diretores, segundo informações de Tasha Pelio, uma porta-voz do banco.

A questão do equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal vem se intensificando nos últimos anos após a morte, em 2013, de um estagiário do Bank of America Merrill Lynch que, supostamente, trabalhou 72 horas sem dormir.

O anúncio do JPMorgan foi feito por Carlos Hernandez, chefe de da instituição, em uma ligação interna da qual fizeram parte cerca de 2.000 funcionários, disse Tasha.

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INICIATIVAS SIMILARES

O Bank of America Corp. e o Morgan Stanley já tinham adotado, no ano passado, políticas parecidas para melhorar esse equilíbrio das horas trabalhadas com o tempo dedicado ao descanso.

Também no ano passado, o Goldman Sachs adotou uma política desse tipo, mas voltada para seus estagiários. Em junho, o grupo disse que eles não deviam exagerar na jornada de trabalho e passar a noite no escritório.

A ordem dada à nova turma de estagiários é para que . A ação é uma tentativa de melhorar as condições para a equipe júnior da instituição.

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