Cotidiano

Nem todos os veículos apreendidos no Chapadão são de origem delituosa

Redação DM

Publicado em 18 de janeiro de 2016 às 05:06 | Atualizado há 11 anos

Pelo menos 47 veículos dos 70 recuperados pela PM no Complexo do Chapadão, na última quinta-feira, têm registro de roubo ou furto. Dos 68, entre motos, carros e uma retroescavadeira já registrados pelo Pátio Legal de Deodoro, seis carros e uma moto não possuem registro de ocorrência.

A polícia encontrou quatro motos com indícios de adulteração. Outras nove ainda não foram identificadas por estarem sem placas ou com chassi raspado. Até a tarde desta segunda-feira, apenas uma retroescavadeira – de duas informadas pela PM – foi registrada pelo Pátio Legal. Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível afirmar que o equipamento é de origem delituosa, por não ter dados suficientes de identificação.

O Pátio Legal de Deodoro, para onde os veículos apreendidos estão sendo levados, ainda não computou a entrada da segunda retroescavadeira – as duas foram apreendidas por serem usadas, segundo a PM, em roubos a caixas eletrônicos. Um caminhão da Cedae roubado, que durante a operação também foi recuperado pelos policiais, ainda não foi para o Pátio Legal. Questionada, a PM disse que os veículos estão sendo conduzidos gradativamente para o Pátio Legal.

Até a tarde desta segunda-feira, 35 veículos já estavam no pátio legal. O diretor do do local, Sandro Eduardo, acredita que até esta terça-feira, todos já tenham sido transferidos do 41°BPM, em Irajá, para Deodoro. Mesmo os veículos sem origem delituosa estão sendo encaminhados para o pátio de Deodoro por questões logísticas.

— Estamos trazendo porque somos uma empresa contratada para dar apoio logístico à policia. Se a policia acabou trazendo o veículo por engano, entendemos que nós, pelos recursos, conseguimos entrar em contato mais rapidamente com o proprietário — explicou Sandro.

ÁREAS COM MAIOR INCIDÊNCIA DE ROUBOS DE AUTOMÓVEIS

Com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a DRFA tem um levantamento das áreas com maior incidência de roubos de carros em todo o estado. Segundo o estudo – que tem como base os registros em delegacias de janeiro a novembro do ano passado – a região de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, lidera o ranking.

A 64ªDP (Vilar dos Teles) registrou 1.465 roubos de veículos no período. O primeiro distrito de Duque de Caxias, também na Baixada, é a segunda região mais perigosa. Foram 1.230 registros na 59ªDP (Duque de Caxias). A delegacia de Honório Gurgel, na Zona Norte, fez 1.086 registros, seguida da distrital de Vicente de Carvalho, com 1.074.

A 39ªDP (Pavuna), área de cobertura do Complexo do Chapadão, somou 1.023 carros com queixa de roubo/furto. A delegacia de Bangu, na Zona Oeste, recebeu 1.014 registros de ocorrências entre janeiro e novembro. Outras três regiões da Baixada aparecem no final da lista: Comendador Soares, com 695 ocorrências; Nova Iguaçu, com 687; e Nilópolis, com 630.

Para o titular da DRFA, Pedro Medina, as áreas da Baixada estão mais expostas por conta das rodovias federais que as cortam. É o caso da Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, e Washington Luiz, em Duque de Caxias.

— As cidades da Baixada também estão próximas ao Complexo do Chapadão. Muitos veículos são roubados nessa regiões e levados para dentro da comunidade. Sem contar com a Via Light que inicia em Nova Iguaçu, corta vários municípios da Baixada, e termina na Pavuna —, reforça.

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