Produção industrial goiana recua 9,4%
Redação DM
Publicado em 13 de janeiro de 2016 às 23:12 | Atualizado há 10 anos
A produção industrial goiana recuou 9,4% em novembro de 2015 em relação a novembro/2014, na série com ajustes sazonais. A informação consta de pesquisa industrial mensal divulgada, ontem, pela Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria da Supervisão de Disseminação de Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) ao Diário da Manhã
No Brasil, houve queda de 12,4% na mesma base de comparação, puxada pelo recuo da produção industrial em 13 dos 15 locais pesquisados, acompanhando o movimento de queda na produção. Em relação ao mês de outubro/2015, a produção industrial do Estado recuou 0,9%, enquanto que a nacional teve uma queda de 2,4%.
Com ajuste sazonal, o setor industrial goiano recuou 9,4% em novembro de 2015, na comparação com o mesmo mês de 2014, com oito das nove atividades investigadas apontando redução na produção.
Impactos negativos
Os principais impactos negativos sobre o total na indústria foram observados nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-61,7%), de produtos alimentícios (-4,2%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,6%), pressionados, especialmente, pela menor produção de automóveis e veículos para o transporte de mercadorias; de leite esterilizado/UHT/Longa Vida, açúcar VHP, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e extrato, purês e poupas de tomate; e de medicamentos, respectivamente.
Outras pressões negativas importantes vieram de indústrias extrativas (-5,0%), de produtos de minerais não-metálicos (-6,7%), de produtos de metal (-12,9%) e de metalurgia (-4,1%), explicados, em grande parte, pela queda na produção de amianto, no primeiro ramo; de cimentos “Portland” e massas de concreto preparada para construção.
Constam, ainda, esquadrias de ferro, aço e alumínio e estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas, no terceiro; e de ouro e ferroníquel. Em sentido oposto, o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11,7%) assinalou o principal resultado positivo sobre a média da indústria, impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de álcool etílico.
No índice acumulado para os onze meses de 2015, o setor industrial goiano assinalou redução de 2,5% frente a igual período do ano anterior, com a maior parte (8) das nove atividades investigadas mostrando queda na produção.