Economia

S&P diz que Brasil enfrenta situação ‘extremamente grave’

Redação DM

Publicado em 13 de janeiro de 2016 às 00:20 | Atualizado há 10 anos

RIO – A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) se declarou nesta quarta-feira menos preocupada com a China do que com a situação alarmante de países emergentes, entre eles o caso “extremamente grave” do Brasil.

“Estamos muito mais preocupados com as perspectivas dos países emergentes, fora a China, e em particular pelos países produtores de matérias-primas”, do que com a desaceleração econômica do gigante asiático, admitiu Jean-Michel Six, chefe economista da agência para a Europa, Oriente Médio e África, em coletiva de imprensa, de acordo com a AFP.

Six citou o “caso extremamente grave” do Brasil. “Cai tudo de uma vez sobre este país: está penalizado pelo endurecimento monetário nos Estados Unidos (…), pela China, pelas matérias-primas e por uma política econômica e, sobretudo, por uma governança econômica que tem suas fragilidades”, afirmou.

O diretor destacou os grandes riscos da queda dos preços do petróleo para “as perspectivas de crescimento (…) nos países emergentes”, produtores e fortemente dependentes das cotações das matérias-primas e do petróleo.

Com um petróleo afundado a cerca de US$ 30 o barril, “estamos em uma zona de incerteza e de debilidade que é alarmante” para esses países, acrescentou Six.

Já a desaceleração da economia chinesa, que gerou turbulências nas bolsas, não gera a mesma preocupação na direção da S&P. É preciso “relativizar a magnitude” dessa desaceleração, que pode ser bem-vinda, disse Six, que citou exemplos de outros países, como o Japão, que vivenciaram — como acontece agora com a China — uma transição em seu modelo econômico “do investimento ao consumo”.

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