Polícia alemã detém mais de 200 vândalos de ultradireita após protesto em Leipzig
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2016 às 09:20 | Atualizado há 11 anosLEIPZIG — A polícia alemã prendeu na segunda-feira à noite um total de 211 simpatizantes da extrema-direita que incendiaram veículos e quebraram vitrines de lojas em Leipzig, cidade no Leste da Alemanha. Os incidentes começaram após um protesto convocado pelo movimento xenófobo Pegida (Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente) contra a chegada dos refugiados no bairro de Connewitz, considerado um reduto da esquerda .
Os manifestantes, observados por um grande número de policiais, gritaram “Expulsar! Resistir!” e “Merkel deve sair”. Eles culpam o grande fluxo de refugiados da Alemanha pela ocorrência de vários casos de violência sexual contra mulheres durante a noite de ano novo, que segundo as autoridades foram realizados por estrangeiros.
Segundo os relatos, várias vândalos começaram a quebrar vidraças com pedras, lançar bombas, queimar veículos e lixeiras depois da manifestação, obrigando a polícia a intervir. Segundo as autoridades, cinco membros das forças de segurança ficaram levemente feridos durante os incidentes.
Em reação, militantes de esquerda queimaram um dos ônibus nos quais os partidários de extrema-direita haviam chegado ao bairro, indicou a polícia, que contabilizou 57 infrações à lei.
No final de semana, a cidade de Colônia teve um protesto similar, que terminou com cenas de confrontos com a polícia. Diante do clima de tensão a menos de dois anos das próximas eleições, a chanceler Angela Merkel deve anunciar no próximo fim de semana um novo procedimento para facilitar a expulsão de demandantes de asilo que cometem crimes, uma mudança de rumo na política para os refugiados