OS ou SOS
Redação DM
Publicado em 3 de janeiro de 2016 às 22:20 | Atualizado há 11 anosEstamos assistindo mais uma mudança em vão, que é a troca de um modelo de gestão por outro. Os efeitos desses arranjos domésticos atingirão a todos nós.
O problema da nossa educação não é de gestão, é de confiança. Praticar ciência aqui rende o que? Se vivemos num país eminentemente consumista. Fazer uma Especialização, um mestrado ou um doutorado para quê? Se na calada da noite todas essas titulações são retiradas, surrupiando o ensejo almejado.
A educação não deve ser tratada com amadorismo provinciano, e sim com seriedade, muito profissionalismo e com conhecimento de causa que é o mais importante, o futuro do nosso país depende dessas ações.
Para tanto, já é passado da hora de criar um Conselho escolar, não nos moldes do que já existem, esses, apenas assinam pareceres que não reflete a realidade escolar, mas um ativo que apontam soluções objetivas e concretas.
Um Estado, só é reconhecido e respeitado, pelo alto nível de instrução e evolução de seus nativos. Nesse trilho, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia depende de conhecimento e pesquisa, não obstante, mestres e estudantes devem ter todo respaldo, não importa o quanto isso custe, temos de dar esse importante passo.
Nos últimos 500 anos, a Educação tem sido preterida por outros projetos que dão mais visibilidade para seus criadores, não raro, todos inacabados. Tais oportunistas querem apenas os dividendos para sua promoção político-pessoal, para isso, mentem, manipulam dados, falseiam números, que não resistem a uma boa e efetiva prova da verdade.
As argumentações pró a essa gestão privada é de dar celeridade e desburocratizar administrativamente as escolas, até aí tudo bem. Mas no fundo, isso tem a cara do RDC – Regime Diferenciado de Contratação, que é usado para burlar os fundamentos constitucionais da Administração e violam os princípios da legalidade, impessoalidade e da moralidade. Mas e o ensino? Se o discurso é aproveitar os atuais professores! Vai cobrar as metas? Hoje, elas são todas cumpridas, o planejamento quinzenal, e a aplicação do conteúdo planejado, pois, a presença constante dos feitores nas unidades escolares comprovam isso, do contrário, eles, os professores, perdem o vintém de esmola, chamado “BONUS”.
Ainda existe uma questão, como essa “Organização Social” vai transformar uma escola que recebe 10.000,00(dez mil reais) por ano, no melhor estabelecimento de ensino particulares do Brasil? Sem dúvida, é preciso muito mais que apenas modelos de gestão para estancar o gargalo estrutural das nossas escolas e, isso, não tem nada haver com a busca pelo conhecimento, se aprende até de baixo de uma arvore, claro que estudar num ambiente refrigerado é melhor.
Penso que, a questão central da educação é a motivação dos alunos na busca pelos aprendizado, sem eles, não há como caminhar em direção ao futuro, precisamos envolver toda a comunidade escolar; pais, alunos, professores e as instituições num Pacto Social pelo conhecimento. Hoje, só os professores é que estão envolvidos.
(Donizeti Cândido, auxiliar administrativo)