Brasil

O sentimento de ano novo

Redação DM

Publicado em 30 de dezembro de 2015 às 22:34 | Atualizado há 11 anos

“Segundo Alexandre Bez, psicólogo e escritor, é primordial deixarmos um pouco de lado certas atitudes inerentes a época, como a ansiedade atroz de se comprar presentes, e nos voltarmos a união humana. Ato este, que parece diminuir consideravelmente com o passar dos anos, onde essa relação, que supostamente deveria abrigar carinho e ternura, está sendo substituída gradativamente pelas ‘lembrancinhas nada econômicas’.”

Segundo Bez, “o ato de englobar pessoas corretas em nossas vidas nessa época faz-se necessário à natureza humana e é também extremamente útil. A escolha certa é uma injeção de alento à alma psicológica. Nessa hora a quantidade de pessoas ou o valor dos presentes trocados não é o mais importante e sim a vontade de estar junto somado ao envolvimento emocional. São elementos ‘do bem’ para o nosso cérebro”, finaliza.

Por isso, a presença daqueles que amamos verdadeiramente é tão especial. Para isso temos que ter o discernimento de que um mero conhecido, muitas vezes não é amigo verdadeiro. Essa época deve ser dividida com pessoas que nos remetam sentimentos de felicidade, prazer e conforto emocional, encontrado na maioria das vezes entre os entes familiares e amigos de longa data. Por mais que estejamos imbuídos deste espírito de concórdia e renovação na expectativa de melhores condições de vida no próximo ano, a realidade dos fatos nos mostram outras aparições.

O ano que se inicia daqui a pouco, será tanto quanto ruim ou pio que 2015. Como a vida das pessoas dependem fatalmente da economia do país, os dados que aí estão apontam para uma situação horripilante. O Brasil dispensou quase 5 mil postos de trabalhos por dia, alcançando a cifra  de 1,5 milhões de empregos com carteira assinada. Muitas empresas fecharam as portas e outras tantas reduziram o seu quadro operacional nunca demonstração tácita de recessão argúcia de nossa economia.

A venda nos shoppings tem o pior natal dos últimos 10 anos. As contas do governo têm o pior resultado em 19 anos. O governo piora as dificuldades de acertar as contas públicas. O PIB tem uma redução drástica, enquanto o dólar passa dos 4 reais e a inflação atinge a casa dos 11% a.m e o cartão de crédito 415% aa. e os juros lá nas montanhas rochosas. O quadro que se nos mostra é totalmente desfavorável para uma economia sustentável no próximo ano e outros mais afora.

Lá pra fevereiro de 2016, em diante, deverão ser apreciados os casos de Impeachment da presidente Dilma e  a suspensão do mandato do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos inexoravelmente desgastados, sem credibilidade alguma, basta rever o constrangimento recepcionado por Cunha, na audiência semana passada com o Presidente do STF, a luz de grande contingente da imprensa. A meu sentir, os dois estão depauperados sem ambientação e psicológicas para cumprirem seus mandatos, diante das questões que vem se alastrando a cada momento da vida do país. Portanto, sob todos os ângulos que nos ponhamos a estudar, o novo ano será crucial para o povo brasileiro, sem clarear qualquer alternativa de melhoras no quadro que aí está. Os analistas do país nos alimenta a impressão de que estamos mergulhados em águas profundas sem acesso imediato ao mundo verdadeiro. Por isso, piora em 2016 em relação a 2015 que, por certo, fora intransigentemente ruim para a população. Está evidente quando assistimos os erros consequentes do Planalto, além das conjecturas de endividamento do setor público e do povo desta nação.

 

(Davi Fagundes, advogado militante, especialista direito público, cidadão goianiense, ex-gerente do BEG, assessor parlamentar estadual e federal, ex-assessor do Igam nas secretarias de  Justiça e Agricultura, ex-advogado da Ceasa-GO e do Banco do Brasil S.A. e fundador do Comitê de Estudos de Contabilidade Pública do CRC-GO)

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