Cotidiano

Acusações de assédio sexual fazem vice-premier de Israel renunciar

Redação DM

Publicado em 21 de dezembro de 2015 às 06:00 | Atualizado há 11 anos

JERUSALÉM — Após uma série de acusações de assédio sexual, o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior de Israel, Silvan Shalom, renunciou ao cargo. De acordo com o político, um dos principais aliados do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a decisão foi tomada em razão de sua família.

Em um comunicado da imprensa estatal neste domingo, Shalom reiterou sua inocência, mas disse que se desligou por conta do efeito que as alegações terão nos parentes.

— Eu estou consciente do sofrimento que a minha família terá. Minha família me apoia inteiramente, mas não há justificativa para arcar com o preço que eles vão pagar. Por estas razões, decidi renunciar ao meu cargo como ministro e membro do Parlamento.

O jornal “Times of Israel” informou que 13 mulheres alegaram que Shalom as havia assediado em diferentes momentos ao longo de seus 23 anos de carreira política. Entretanto, nenhuma fez uma denúncia oficial. O procurador-geral de Israel disse que os casos serão investigados pela polícia, apesar da renúncia de Shalom.

A esposa do agora ex-vice-premier, a jornalista Judy Mozes, classificou a renúncia do marido como “triste”, mas afirmou que “as crianças estão acima de tudo”.

Shalom, que também foi ministro do Interior, foi alvo de alegações parecidas em 2013. O caso foi encerrado por conta da falta de evidências contundentes.

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