Natal é ainda mais fraco do que o previsto no Comércio
Redação DM
Publicado em 19 de dezembro de 2015 às 03:15 | Atualizado há 11 anosRIO – O Natal fraco que desde o início do ano foi previsto pelo comércio se cumpriu, mas foi além das expectativas. Nem na Saara, famoso por oferecer preços baixos, a crise deu trégua. Neste sábado, o último antes do Natal, um dos dias que costuma ser de maior movimento, em vez de ruas e lojas lotadas, “empurra-empurra” e produtos sendo disputados, o que se via era muita promoção, mas um movimento de pessoas tímido e sacolas mais vazias.
Segundo Ledo Miranda, porta-voz da Saara, a queda nas vendas chega a 50% em relação a 2014. Ele destaca que não existe fila, tampouco os famosos “engarrafamentos de pessoas”.
— Tem o movimento de pessoas circulando, mas pouca gente comprando. Nessa época isso não acontecia, o fluxo era muito maior tanto nas ruas, quanto nas lojas. As filas costumam ser enormes. Hoje fui a uma loja de brinquedos, uma das que ficam mais lotadas e tinham duas pessoas na minha frente na fila. Um percurso que a gente fazia na Saara em 30 minutos por conta da multidão hoje eu fiz em menos de 10 minutos. Os comerciantes esperavam um Natal fraco, pois já vinham amargando meses ruins, mas pelo fato da Saara ser um local com preços baixos, todos esperavam que seria uma fuga a crise e estavam contando até em recuperar o prejuízo que estavam tendo, mas infelizmente não foi o que aconteceu. Está assustador — conta.
Vendedor da loja DW, Willian de Oliveira, de 19 anos conta que mesmo com o número menor de funcionários este ano e com muita promoção, a comissão vai ser bem mais magra.
— Este ano está muito fraco, ano passado eu não parava. Este ano as pessoas entram, olham e vão embora. Além do movimento está muito menor, as pessoas estão pesquisando muito. Minha comissão ano passado foi de mais de R$ 400, este ano não deve chegar a R$ 200 — conta.
A gerente de uma loja Gina Sampaio diz que investiu em produtos novos e promoções, mas os esforços não foram suficientes para um bom desempenho.
— O movimento já estava fraco e para atrair mais clientes no Natal resolvemos oferecer produtos diversificados, investimos em descartáveis e novos produtos de decoração de Natal, além das promoções, mas até agora não tivemos retorno. A esperança é que nos últimos dias melhore — lamenta.
A analista de processos Moema Oliveira, de 64 anos, conta que este ano estava mais seletiva com os presentes. Antes de comprá-los ela pesquisou bastante e só levou os que estavam com preço baixo.
— Na família sempre tivemos o costume de comprar presente para todo mundo, este ano como ninguém está podendo gastar muito, resolvemos fazer um amigo oculto para cada um comprar um presente só. Além do amigo oculto, eu só vou dar presente para as crianças mesmo.