PT elogia mudança de ministro da Fazenda
Redação DM
Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 06:10 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO. A troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda representa um aceno da presidente Dilma Rousseff ao PT e aos movimentos, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem se mobilizado contra o processo de impeachment. O presidente do PT, Rui Falcão, elogiou nesta sexta-feira o fato de o novo ministro ser aberto ao diálogo.
— Foi uma escolha excelente. Trata-se de um ministro experiente, com reconhecidas qualidades técnicas, habilidade politica e sempre aberto ao diálogo. Minha expectativa é de que, sob a orientação da presidente, sinalize para a população e para o empresariado medidas para a retomada do crescimento econômico, com inclusão social, geração de empregos, sustentabilidade, investimentos em infraestrutura e inflação sob controle — afirmou Falcão.
O PT vinha criticando o ajuste fiscal promovido por Levy e defendia mudanças na política econômica. Na manifestação da última quarta-feira contra o impeachment, os movimentos pediram a saída do ministro da Fazenda.
— Achamos que é uma evolução porque o Nelson é desenvolvimentista, progressista e nós o conhecemos. Tenho a esperança que tenhamos uma mudança na política econômica brasileira — disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que ligou para o novo ministro para parabenizá-lo pela nomeação.
O dirigente sindical acredita as mobilizações contra o impeachment podem ser impulsionadas a partir de agora.
— Os militantes estão felizes. Acho que traz mais entusiasmo, sim(para defender o mandato de Dilma).
Vagner Freitas acrescenta ainda que o problema da CUT não era pessoal contra Levy, mas sim contra as bandeiras de sua gestão no comando do Ministério da Fazenda.
— O Levy representa a política do ajuste e a CUT é contra o ajuste. Por isso, a gente pedia a saída do Levy.
O Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que entre os grupos que tem ido às ruas contra o impeachment é o mais crítico à política econômica do governo, a mudança é importante, mas não será suficiente para provocar entusiamo na defesa de Dilma.
— Evidente que tirar o Levy é um gesto simbólico e não ter colocado ninguém ligado ao mercado é importante. É um aceno, nas não basta. Não cria entusiasmo — afirmou Guilherme Boulos, líder do MTST, que prefere esperar para saber se haverá realmente uma mudança da linha de condução da economia.