Patrimônio histórico líbio está em risco com avanço do EI
Redação DM
Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 06:05 | Atualizado há 11 anosPARIS – O Conselho Internacional de Museus, organização que reúne centros culturais de todo o mundo, emitiu uma lista vermelha de monumentos, obras e peças que estão em risco na Líbia. Com a expansão do Estado Islâmico no país, as autoridades líbias estão cada vez mais temerosas de que sua herança cultural seja alvo de destruição ou contrabandeada.
A organização está recebendo a ajuda do Departamento de Estado americano para alertar autoridades de segurança, museus e compradores de arte de todo o mundo sobre objetos provenientes da Líbia. A intenção é proteger esse material com as leis internacionais e evitar a venda ilegal. Além de extração de petróleo e pedidos de resgate, o Estado Islâmico tem usado o contrabando de artefatos como forma de financiamento.
Entre as obras em risco estão esculturas de origens bizantina, romana e árabe, painéis gregos, vasos e moedas antigas. Todo o material faz parte de museus locais ou ainda de sítios arqueológicos.
“Com a instabilidade e a violência dos últimos anos na Líbia, sua herança cultural está sob tremendo estresse e alto risco. A ameaça de dano sistemático a locais históricos é muito preocupante num país com tanta riqueza cultural”, diz o relatório da organização.
O alerta se torna mais dramático após a destruição, em 2015, de parte da cidade histórica de Palmira, na Síria. Várias obras de arte foram roubadas e contrabandeadas pelo EI, e responsáveis pela receptação do conteúdo nunca foram encontrados. O mesmo aconteceu em Mossul, no Iraque, que teve bibliotecas e sítios arqueológicos destruídos.