Economia

Notícia correu o mundo e ganhou destaque em sites como o do ‘WSJ’ e ‘Telegraph’

Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 01:25 | Atualizado há 11 anos

RIO – A notícia do bloqueio — e posterior desbloqueio — do aplicativo WhatsApp por determinação da Justiça no Brasil correu o mundo. De sites especializados, como o TechCrunch, a tradicionais veículos da mídia internacional, como “New York Times” e “Wall Street Journal”.

O TechCrunch veio com uma das matérias mais completas. Com o título “Juiz brasileiro fecha WhatsApp, e Congresso no Brasil quer fechar as mídias sociais”, o site lembrou que a suspensão do aplicativo era prejudicial especialmente para os mais pobres, “muitos dos quais não podem pagar os mais caros planos (de telefonia) do planeta”. Chama o Brasil de a “capital universal da mídia social”.

Citou o lobby que as operadoras de telefonia fazem contra o serviço de voz do WhatsApp e ainda criticou as iniciativas dos congressistas brasileiros, que têm apresentado projetos, como o PL 215/15, com sérias ameaças à privacidade dos usuários da internet.

Com o título “Brasil proíbe WhatsApp por 48 horas, afetando usuários em Venezuela e Chile”, o britânico “The Telegraph” destacou como o bloqueio foi favorável para os rivais do aplicativo. Citou o aumento de 1,5 milhão de usuários ao chat do Telegram, conforme informações do próprio aplicativo postadas no Twitter. E o crescimento de 2.000% no número de usuários do Viber nas primeiras 12 horas de interrupção de mensagens no WhatsApp.

ATÉ NA ÍNDIA

O “NYT” deu uma pequena matéria, apenas relatando a proibição do WhatsApp. No “Financial Times”, o assunto foi abordado no blog de tecnologia assinado por Chris Nutall. O assunto chegou ao outro lado do mundo. O “The Indian Times” reproduziu uma reportagem da Reuters sobre a proibição.

O site do americano “WSJ” e da britânica BBC foram os mais ágeis em noticiar o retorno do serviço. Por volta das 14h desta quinta-feira, já informavam o desbloqueio. “Não parece razoável que milhões de usuários sejam afetados porque WhatsApp não cooperou com uma investigação criminal”, disse o “WSJ”, reproduzindo parte da liminar que suspendeu o bloqueio. No site da BBC, o assunto ganhou destaque na primeira página: “Revogada suspensão brasileira do WhatsApp”.

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