Manobra com sucesso
Redação DM
Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 00:44 | Atualizado há 11 anosPresidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Carlos Nunes será o substituto de José Maria Marin na vice-presidência da CBF. Aos 77 anos, o coronel da reserva da Polícia Militar foi eleito por 44 votos na tarde desta quarta-feira.
Apenas três votantes foram contra o paraense. Outros três dirigentes votaram em branco e cinco se abstiveram, enquanto doze não compareceram ao processo eleitoral, realizado no Rio de Janeiro.
Os presidentes de 27 federações estaduais e mais os representantes dos 40 clubes das séries A e B têm direito a voto. “Sinto-me honrado em ter a confiança dessa casa. Farei o possível para contribuir com humildade e experiência neste momento. Farei do diálogo a maior ferramente neste processo. Saberei ouvir e refletir antes de qualquer decisão”, declarou coronel Nunes após a eleição.
Delfim Peixoto (Federação Catarinense), Ednaldo Rodrigues (Federação Baiana) e os dirigentes da Federação Alagoana, do CRB e do Bahia se abstiveram da votação.
No caso de renúncia de Del Nero, Peixoto seria o primeiro na linha de sucessão. Para evitar que o cartola catarinense, seu opositor, assumisse, o presidente apenas se licenciou do comando da CBF. Agora, com a eleição, o vice mais velho é quem assume a presidência em caso de renúncia – no caso, o próprio Nunes.
Peixoto chegou a entrar com uma ação na Justiça para impedir a realização do pleito nesta quarta-feira. O departamento jurídico da entidade recorreu e conseguiu garantir as eleições, garantidas na noite da última terça.
Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello não votou. O mandatário esteve presente na sede da CBF pela amanhã e entregou um documento com medidas que o clube acredita serem necessárias para melhorar o futebol no país.
Dos 67 votos possíveis, além dos 44 a favor de coronel Nunes, a confirmação do dirigente como vice da CBF recebeu três negativas, três eleitores preferiram deixar a cédula em branco, cinco abstenções e 12 não compareceram ao processo eleitoral realizado na sede da entidade, na Barra da Tijuca.
O Flamengo, por exemplo, não votou. O presidente do clube rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, esteve na sede da CBF na parte da manhã. O dirigente entregou um documento que chamou de agenda mínima, com atitudes e medidas que considera que precisam ser tomadas para a melhoria do futebol brasileiro.