Cotidiano

Conselho de Segurança da ONU vota resolução para coibir financiamento do EI

Redação DM

Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 23:41 | Atualizado há 11 anos

NAÇÕES UNIDAS — Os ministros das Finanças dos 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU votarão nas próximas horas um plano para acabar com a receita do Estado Islâmico (EI), como vendas de petróleo e pagamentos de resgate e outras atividades criminosas.

O grupo extremista já sofre sanções como parte das resoluções da ONU relacionadas à al-Qaeda. O projeto de resolução, apresentado pelos Estados Unidos e Rússia, coloca o Estado Islâmico no mesmo nível que a al-Qaeda, o que reflete tanto o seu crescente poder como sua separação da rede terrorista responsável pelos ataques de 11 de Setembro 2001.

A embaixadora dos EUA ante a ONU, Samantha Power, disse que a votação vai criar uma oportunidade sem precedentes para reunir pessoas com a capacidade técnica para privar o Estado Islâmico de recursos. A reunião será presidida pelo secretário do Tesouro americano Jacob Lew, que disse dias atrás que excluir o grupo do sistema financeiro internacional é uma medida “crucial para combater eficazmente este grupo terrorista violento”.

O grupo Estado Islâmico, também conhecida pela sigla Isis e Isil, controla grandes territórios na Síria e no Iraque com poços de petróleo e gás, embora os bombardeios da coalizão liderada pelos EUA permitiram o Iraque recuperar parte de seu território.

Um diplomata da ONU e um oficial dos EUA disseram que a maioria das finanças do EI vêm de fontes internas difíceis de cortar. Ambos falaram sob condição de anonimato.

O funcionário dos EUA disse que atacar o financiamento do EI representa um sério desafio, porque vem em grande parte das vendas de petróleo e gás bem como impostos e extorsão. Já a al-Qaeda obtém fundos através de sequestros e vários doadores.

A proposta de resolução sustenta que o EI é um grupo dissidente da al-Qaeda e que “qualquer indivíduo, grupo, empresa ou entidade que apoia um dos dois estarão sujeitos a congelamento de bens, proibição de viagens, embargo de armas e outras sanções da ONU.

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