Cotidiano

Malala condena Trump por comentário sobre muçulmanos: ‘Cheio de ódio’

Redação DM

Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 08:30 | Atualizado há 11 anos

PESHAWAR — A paquistanesa Malala Yousafzai condenou o pedido do magnata Donald Trump para que a entrada de todos os muçulmanos fosse proibida nos Estados Unidos. A mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz disse que o comentário “cheio de ódio” tenta culpar a comunidade muçulmana pelo terrorismo — o que traria apenas mais radicalismo aos grupos armados.

— É trágico ouvir comentários cheios de ódio e desta ideologia de discriminação — disse Malala em um evento para relembrar as 150 vítimas de um ataque do Talibã a uma escola paquistanesa um ano atrás. — É muito injusto associarmos 1,6 bilhão de pessoas a algumas organizações terroristas.

Em seguida, a ativista reiterou seu apelo para que a igualdade na educação seja incentivada em nome do combate ao terrorismo. Para a jovem de 18 anos, esta é a maneira de “desafiar a mentalidade do terrorismo e do ódio”.

A estudante paquistanesa se tornou um símbolo da luta pela educação das meninas em diversos países, como o Paquistão. Em 2012, Malala sofreu uma tentativa de assassinato do Talibã ao ser baleada na cabeça enquanto voltava da escola.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia