Esportes

Gol de mão também vale

Redação DM

Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 01:09 | Atualizado há 1 ano

Fundada em 2003, a Força Atlética Handebol é uma associação que difunde o esporte olímpico por todo o Estado de Goiás. Das divisões mais inferiores, com iniciação infantil em colégios, até o handebol de alto rendimento, com participações em ligas nacionais. Para participar de mais uma Liga Nacional de Handebol Feminino em 2016, a Força Atlética lançou uma campanha para arrecadação de recursos financeiros, visando a participação no torneio de alto rendimento.

A campanha se chama “Gol de mão vale” e conseguiu arrecadar cerca de R$ 14 mil até o momento. Ainda longe do objetivo pretendido, cerca de R$ 300 mil, o projeto vai continuar até o final do mês de janeiro. O estilo da campanha é o Crowfunding, uma espécie de financiamento coletivo online, em que a pessoa ajuda com o que tem e pode.

Existem taxas de R$ 20 até R$ 20 mil. Ao ajudar, os financiadores recebem brindes que vão de chaveiros até camisetas da campanha. Para as contribuições de grande quantidade, no caso de empresas interessadas no projeto, espaços de publicidade nos uniformes e ginásios onde a equipe for atuar. A Força Atlética participou da Liga Nacional em 2013 e 2014, quando conseguiu encher ginásios e ter boas campanhas no campeonato. Após o hiato em 2015, a intenção é voltar com força total em 2016.

O técnico da equipe e fundador da Força Atlética, Jorge Castilho, comentou a ideia do projeto Gol de Mão Vale. “A gente tem o sonho de jogar novamente a Liga. A ideia surgiu do Cláudio, companheiro nosso, a partir daí começamos a viabilizar o início do Gol de Mão Também Vale. O handebol, comparado a outros esportes, é um esporte barato de se fazer. Nossa campanha visa chegar aos R$ 300 mil. Para se ter ideia, outros esportes só para começar, você tem que ter R$ 1 milhão. Com outros apoios, chegando aos R$ 500 mil por ano, conseguimos manter a nossa equipe profissional”, ressaltou Jorge Castilho.

Além do handebol em alto desempenho, o projeto Força Atlética tem como base o trabalho nas categorias infantis, em que a prática do esporte é levada para mais de 1.000 crianças em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo, por meio de projetos em parceria com colégios e clube da região metropolitana. Para se ter o esporte nas escolas, o alto rendimento é importante, e vice e versa. Por isso a necessidade, ou sonho, de caminhar com esporte profissional e de iniciação.

Castilho explicou todo o projeto desenvolvido nas escolas de Goiânia. “A Força Atlética tem patrocínio para o projeto social, está tudo em ordem. Nós atendemos 11 escolas da região metropolitana de Goiânia. Sete de colégios da rede municipal, mais quatro da rede estadual e, posteriormente, mais quatro que receberão todo o suporte de materiais esportivos da Força Atlética, com bolas, camisas, professores com carteira assinada etc. É um projeto que abrange na faixa de 1.000 crianças por ano”, destacou o técnico da Força.

Mesmo com a seleção brasileira feminina de handebol aparecendo entre as maiores do mundo, com o esporte sendo um dos mais praticados por crianças e adolescentes nos colégios pelo país, o handebol precisa de ajuda para viabilizar o sonho da Liga Nacional. Para ajudar, o colaborador deve buscar o site realize.me/p/goldemaovale e fazer a sua doação.

PARTICIPE DA CAMPANHA

Site: realize.me/p/goldemaovale

Contato: Amanda Costa – (62) 85666077

Data: até o dia 31/01/2016

 

“Olhem para o handebol”, apela Castilho

 

Jorge Castilho é técnico, fadado a viver a Força Atlética quase diariamente. Com mais de 12 anos dedicados ao esporte, o treinador é um dos idealizadores do projeto Gol de Mão Vale e também aparece como treinador de diversos times da Força. Da categoria mirim ao adulto, tudo passa pelos olhos atentos do comandante. Apesar da dedicação, Castilho ainda vê certa dificuldade do esporte para ser aceito e apoiado pela iniciativa privada em Goiás.

“A cultura empresarial aqui em Goiás não apoia, existe uma visão muito curta de esporte. E os que investem estão apenas em um esporte. Hoje em dia temos muitas empresas vinculadas às corridas de rua, toda a verba vai para isso, isso várias empresas. Acaba que muitas empresas em apenas um esporte, aparece menos, com menor visibilidade. Os jogos da Força Atlética atraem público, isso em jogo de categorias menores. Nós estamos em colégios, temos milhares de famílias com filhos jogando handebol. As empresas precisam olhar para cá também. Muitas vezes se apoia um esporte por modismo, por estar na moda. Tem muita coisa acontecendo e que pode acontecer um esporte forte, com o handebol mais forte”, enfatizou o treinador.

Outro fator importante destacado por Jorge Castilho é a falta de planejamento da Confederação Brasileira de Handebol: “Não é função da confederação ajudar diretamente os clubes. Um fator que poderia melhorar, que nos ajudaria, era planejar, pensar o campeonato com maior antecedência, as coisas acontecem muitas vezes de forma mais abrupta e isso prejudica a gente. Outra ideia seria ter um foco duplo, na seleção e também nas ligas internas do Brasil. Eu vejo a confederação pensando muito na seleção brasileira e esquecendo das meninas que jogam aqui. Isso vai prejudicar muito em um futuro próximo. Os clubes do Brasil precisam se unir, infelizmente isso não acontece, falta unidade entre os clubes do handebol, isso é um problema geral”, finalizou Castilho.

Atleta sonha com maior reconhecimento

 

Onze anos de handebol, 29 anos de idade, Elhise Santos vive o esporte desde a infância. O começo foi aos 13 anos de idade, ou seja, são 16 anos dedicados ao esporte de muito contato e velocidade. Com passagens pelo handebol profissional, onde atuou, além da Força Atlética, pelo Novo Hamburgo-RS, Elhise também teve passagem pela seleção brasileira de handebol de areia, ainda na adolescência.

Além de atleta de handebol, Elhise é formada em Educação Física e aparece como uma das treinadoras da Força Atlética, ministrando aulas para diversas categorias. A professora/atleta destacou as dificuldades para viabilizar o esporte em Goiás. “Durante o trajeto pelo Força Atlética tivemos muitas dificuldades. Falta de incentivo do governo, de empresas. Quando aparecia, não era suficiente para viagens. O que a gente mais tem dificuldade é a falta de reconhecimento que a prática do esporte tem, no que ele pode ajudar a pessoa, não só fisicamente. É preciso trazer os valores do handebol na vida das pessoas, em todos os âmbitos”, destacou Elhise.

A atleta afirmou como é importante apoiar projetos como o Gol de Mão Também Vale, para as pessoas que vão passar a conhecer e se interessar pelo handebol. O país, que ainda é o atual campeão mundial feminino da modalidade, precisa se familiarizar com o handebol. “A campanha está fazendo com que o handebol apareça mais. Nós estamos conseguindo mostrar o projeto para as pessoas na televisão, nos jornais. O próximo passo é fazer com que as pessoas se sensibilizem com tudo o que precisamos e o que pretendemos, chegando à Liga Nacional e mostrando para todos que o handebol é um grande esporte”, finalizou Elhise Santos.

 

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