Mulheres exibem autógrafos de presos da Lava-Jato
Redação DM
Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 07:20 | Atualizado há 11 anosCURITIBA – Nem só de prisões e propina vive a Lava-Jato. O maior escândalo de corrupção virou, também, celeiro de celebridades. Duas mulheres presas supostamente vendendo ingressos falsos na porta de um show de rock saíram nesta terça-feira da carceragem com camisa autografada por réus do escândalo de corrupção na Petrobras. Ao serem liberadas, as ambulantes Asília e Naiara mostravam uma camiseta com autógrafos do ex-deputado federal Pedro Corrêa e pelo doleiro Alberto Youssef, ambos presos e condenados. A dupla ainda uma carta assinada pelas doleiras Nelma Kodama e Iara Galdino, também atrás das grades.
Detidas, Asília e Naiara foram encaminhadas ao setor onde estão os réus da Lava-Jato. As primeiras a prestarem solidariedade foram Nelma e Iara, que consolavam Asíla, essa em prantos por ser presa.
— Elas me ajudaram muito. Tentaram o tempo todo me acalmar — disse Adília.
O ato de Nelma e Iara chamou a atenção dos outros presos. O doleiro Alberto Youssef veio com barras de chocolate e biscoito. Pedro Corrêa, percebendo que as duas estavam molhadas e com frio por conta da chuva de segunda-feira na cidade, ofereceu duas camisas brancas e limpas.
— O Pedro Corrêa me deu a camisa e um sabonete. Hoje (ontem) pela manhã eu até fiz uma consulta médica com ele. O seu Alberto Youssef cuidou de mim de madrugada me dando comprimido e água.
Na saída, as duas tentaram devolver a camisa a Corrêa, que recusou. Então, elas pediram para que os novos amigos autografasse a camisa como recordação.
Nelma mandou “um beijo” para a baixinha (Adília), e Youssef pediu para Deus abençoar as duas.
Também nesta terça outro caso chamou a atenção. O agente Newton Ishii, conhecido como “japonês da Federal”, foi cumprir um mandado de prisão na capital paranaense e foi surpreendido pela reação do suspeito.
Ao chegar no local onde cumpriria o pedido de prisão, Ishii foi recebido de maneira inusitada:
“Ué? São 7h30m. E na musiquinha diz que o japonês chegaria às 6h” — teria dito o suspeito, evocando trecho da marchinha de carnaval em que Ishii é apontado como o agente federal que participa de todas as operações