Em almoço com líderes, Cunha defende manter recesso parlamentar
Redação DM
Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 02:35 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — No almoço com os líderes aliados em sua residência oficial nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo líderes, defendeu a manutenção do recesso parlamentar de janeiro para que o impeachment da presidente Dilma Rousseff só seja votado em março. Além de adiar o trâmite do impeachment, a não suspensão do recesso também jogo para fevereiro o andamento do processo contra ele, aberto nesta terça-feira pelo Conselho de Ética da Casa.
Os líderes demonstraram perplexidade com a tranquilidade demonstrada por Cunha após a operação de busca e apreensão em sua casa. Segundo os líderes, Cunha disse que já esperava pela ação e só enfatizou muito o fato de não ter petistas entre aqueles que, como ele, foram alvo da ação autorizada pelo ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal.
— Ele é gelado, tratou com normalidade a questão, disse que já esperava isso acontecer. Tratou como se fosse algo previsível. Só estranhou ser com outros peemedebistas. E não ter nada contra ninguém do PT. Ele disse que tem que ter o recesso. Acho que se já achavam que não tinha que ter trabalho em janeiro, aumentou a pressão. Ter recesso para só votar em março o impeachment — disse um dos líderes.
Do almoço, participaram os líderes do PMDB, Leonardo Quintão (MG), do PR, Maurício Quintella Lessa (AL), do PP, Eduardo da Fonte (PE), do PSD, Rogério Rosso (DF), do PSC, André Moura (SE), do Solidariedade, Arhtur Maia (BA), do PTB, Jovair Arantes (GO), do PMB, Domingos Neto (CE) e do PHS, Marcelo Aro (MG). Deputados aliados dele, como Rodrigo Maia (DEM-RJ), Elmar Nascimento (DEM) e Paulinho da Força (SD-SP) também compareceram. Segundo os líderes, esse almoço já estava marcado desde ontem e Cunha, nesta terça-feira, só reforçou que ele aconteceria. No almoço, o presidente da Câmara combinou de tentar votar hoje medidas provisórias, mas sinalizou que não irá atrapalhar a sessão do Congresso Nacional convocada para sete horas da noite.