Preocupação repetida
Redação DM
Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 01:06 | Atualizado há 11 anosNo final da temporada 2014, o Atlético, de provável time a disputar a Série A, foi para equipe com futuro incerto. No início de 2015, o elenco não havia sido formado e a temporada começou repleta de incertezas. Isso refletiu durante o Campeonato Goiano e o rubro-negro nem ao menos se classificou para a segunda fase da competição. Na Série B do Brasileiro, o time demorou para embalar e só saiu da zona de rebaixamento após o mês de julho com a chegada de vários atletas, entre eles, Júnior Viçosa e Juninho.
Para 2016, o principal medo do Departamento de Futebol do Atlético é que essa situação se repita. Adson Batista, homem forte do futebol rubro-negro, trabalha na composição do elenco para 2016. Entretanto, até o momento, tirando jogadores que estão sob contrato com o Atlético, apenas duas renovações se concretizaram. Os zagueiro Marllon e Samuel ficam no Atlético por mais um ano.
Além dos problemas em formar o elenco, Dragão ainda não definiu quem vai ser o treinador do time na próxima temporada, atrapalhando a escolha de atletas para o time.
Com os problemas de adesão ao Profut, o ano financeiro do Atlético está prejudicado e isso bate diretamente com a montagem do elenco profissional: “Tudo fica muito difícil. O Atlético não tem orçamento, e isso nos deixa sem o planejamento. O ano do clube depende muito desse período de negociações, montagem de equipe, para que tenhamos um time de alto nível. Isso tem que ser feito com antecedência. Se não fizermos algo agora, vai prejudicar o ano inteiro do Atlético”, comentou Adson Batista.
Por mais que o Profut esteja sendo tratado pela diretoria do clube, onde, inclusive, reuniões do Conselho Deliberativo estão acontecendo, o Departamento de Futebol, capitaneado por Adson Batista, é quem mais sofre com essa situação. A insatisfação do diretor atleticano com o Profut é antiga e com muitas críticas.
“Vai engessar muito e apequenar clubes que já não são de grande porte. São leis feitas por pessoas que não são do futebol. Eu já falei isso em outras oportunidades, fica parecendo que não existem pessoas de bem fazendo o futebol. Sendo que quem fez essa lei não é do futebol, nunca viveu o esporte. Essas situações nos deixam preocupados, não vejo o que podemos fazer a curto prazo, dando ao clube um futuro de incertezas”, frisou o diretor de futebol.
Enquanto o Atlético resolve as suas pendências, Adson Batista vai tentar, na medida do possível, formar o elenco rubro-negro para a próxima temporada. O principal medo é que as coisas aconteçam assim como no início da última temporada, quando o Atlético formou seu elenco durante os campeonatos: “É muita dificuldade, a folha salarial gera muitos impostos. Os salários no futebol são realmente muito altos, mas não tem como fugir disso. Não tem como a gente fazer milagre. O Atlético tem poucas pessoas que fazem o clube acontecer mesmo, isso dificulta. Existe uma indefinição quanto ao futuro, mas vamos tentando da melhor maneira possível”, finalizou.