Cotidiano

Conselho de Ética atrasa em duas semanas processo sobre Delcídio

Redação DM

Publicado em 14 de dezembro de 2015 às 07:25 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Lançando mão de regras internas da Casa, o presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), conseguiu atrasar em duas semanas o processo contra o senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso na operação Lava-Jato. Segundo assessores do Senado, apenas nesta terça-feira o senador João Alberto estará em Brasília para receber parecer da Advocacia do Senado sobre o assunto. O pedido de abertura de processo contra Delcídio no Conselho de Ética foi apresentado pela Rede e pelo PPS, no dia 1º de dezembro. A representação contra Delcídio foi organizada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador João Alberto teria cinco dias úteis para decidir se aceitava a admissibilidade do pedido, que é, na prática, dizer se o pedido terá seguimento ou não.

Mas o senador João Alberto primeiro decidiu pedir um parecer à Advocacia do Senado, alegando que como presidente do Conselho de Ética sempre adota essa postura. A assessoria concluiu o parecer no dia 4 de dezembro.

Na semana passada, João Alberto se ausentou do Senado, alegando compromissos políticos no estado. Agora, ele promete receber o parecer e, assim, começar a analisar o caso Delcídio.

Delcídio foi preso na Lava-Jato acusado de tentar interferir nas investigações. Ele continua preso, mas como senador e recebendo salário normalmente.

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