Conselho de Ética acusa Cunha de ‘impor manobras procrastinatórias’
Redação DM
Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 07:30 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — No projeto que o Conselho de Ética apresentará , o comando do colegiado acusa o peemedebista de “impor manobras regimentais procrastinatórias” no processo que corre contra ele naquele órgão. A proposta, de quatro páginas, deve ser apresentado na reunião ainda da manhã desta quinta, quando está marcada reunião para tratar do caso Cunha.
O projeto cita os fatos de ontem, Foi o vice quem determinou a troca do relator.
“Diante dos gravíssimos fatos ocorridos na reunião de ontem (quarta), cumpre determinar desde logo o afastamento cautelar do parlamentar até a conclusão do processo, a fim de que se possa retomar o regular processamento da votação da matéria neste colegiado”.
O comando do Conselho de Ética diz ainda que, após a decisão do órgão ontem, que, por 11 a 10, rejeitou o adiamento do julgamento de Cunha, “uma série de intercorrências passaram a macular todo o processo”.
No final, o texto acusa Cunha de “impor manobras regimentais procrastiniatórias” e defende seu afastamento.
Integrante do conselho, a deputada Eliziane Gama (Rede-MA) defende a saída de Cunha até o final do processo.
— O ideal é que ele se afaste mesmo. Já ultrapassou todos os limites. O presidente Eduardo Cunha instrumentalizou o conselho, que, com sua tropa de choque, faz todas ingerências para o processo não andar. Basta disso — disse Eliziane.