Atiradores de San Bernardino se radicalizaram antes de casar, diz FBI
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 02:05 | Atualizado há 11 anosWASHINGTON – O casal responsável pela morte de 14 pessoas no ataque a um centro de serviço social em San Bernardino, na Califórnia, teria se radicalizado antes mesmo de se casarem, informou James B. Comey, diretor do FBI (polícia federal americana) nesta quarta-feira. A autoridade afirmou ainda que não há evidência de que o casamento do americano de origem paquistanesa Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e a paquistanesa Tashfeen Malik, de 29 anos, foi arranjado por um grupo islâmico militante.
— Os dados de nossa investigação mostram que eles foram radicalizados antes de começar a namorar online, e já no final de 2013 eles se falavam sobre a jihad e o martírio antes mesmo de noivarem, se casarem e morarem nos Estados Unidos — afirmou Comey em audiência na comissão judiciária do Senado americano.
O casal teria se casado nos EUA em 2014. Malik, que morou parte da vida na Arábia Saudita e retornou ao Paquistão para estuar, teria entrado nos Estados Unidos em julho de 2014 com um visto K-1, para cônjuges. O FBI acredita que o casal, que morreu em confronto policial horas após o ataque ao Inland Regional Center, era simpatizante de organizações terroristas estrangeiras. Comey afirmou que seria “muito, muito importante saber” se o casamento no ano passado foi organizado a fim de armar ataques nos Estados Unidos.
As autoridades têm vídeos que indicam que eles praticavam alcance de tiro dias antes do ataque e agentes encontraram forte arsenal na casa deles. Não há evidência de que eles tinham cúmplices, mas investigadores suspeitam que integrantes da família e amigos próximos poderiam saber dos planos do casal.
— Estamos trabalhando muito para ver se alguém mais estava envolvido em assistir, equipar ou ajudá-los — afirmou Comey.
Os investigadores do caso de San Bernardino também analisam a relação entre Farook e o amigo de infância Enrique Marquez, que teria comprado os rifles AR-15 usados pelo casal no ataque que também deixou 21 feridos. Segundo o “New York Times”, Marquez se converteu ao islã há dois anos e documentos estatais mostram que ele tinha ligações com a família de Farook por matrimônio.
Marquez, funcionário da rede de supermercado Walmart na cidade de Corona, não foi preso mas foi interrogado pelo FBI na terça-feira. A casa dele foi revistada durante o fim de semana. Logo após o tiroteio, Marquez se internou em uma clínica de psiquiatria em Los Angeles.
Documentos do governo americano apontam que Marquez se casou com Mariya Chernykh, cuja irmã é casa com o irmão de Farook, Syed Raheel Farook, veterano da Marinha dos EUA.